17 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

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Histórias de Mistério – Página: 4 – The Brasilians

Categoria: Histórias de Mistério

  • O assassino é seu amigo (Episódio XXVI)

    — Como assim “ele é o assassino”? Foi a pergunta que Durval fez a Dolores assim que entraram em casa. Ele a acompanhou até a cozinha onde ela lhe preparava um sanduíche de queijo com tomate. — Quer leite também? — Sim, meia caneca — ele respondeu. No momento em que ela abriu a geladeira,…

  • Mais perto do céu (Episódio XXV)

    Quando Durval cruzou o portão de entrada da casa um calafrio percorreu sua espinha. Simplesmente não sabia o que faria se Dolores ainda não tivesse voltado para casa. Ele não podia viver sem a mulher que há quase cinquenta anos era sua companheira inseparável. A única que estivera firme a seu lado por uma vida…

  • Titânio (Episódio XXIV)

    — Olha isso… olha isso! — Repetia o legista, enquanto dissecava a perna do defunto. Durval e Botelho olhavam fixamente para o trabalho do legista que fazia movimentos rápidos e precisos com o bisturi, o sujeito parecia saber bem o que fazia. Durval mantinha o rosto contraído levemente virado para o outro lado, como se,…

  • HISTÓRIAS DE MISTÉRIO – Água Régia (Episódio XXIII)

      — Como podem ver, o rosto está desfigurado — disse o legista apontando para o cadáver estirado na mesa de aço. Durval mantinha a cabeça virada o mais que podia para o outro lado, mas os olhos estavam vidrados no morto. — O assassino usou um tipo de ácido para que não pudéssemos fazer…

  • O interrogatório (Episódio XVIII)

    Então você confirma que a faca é sua? — perguntou o delegado. Em cima da mesa, dentro de um saco plástico transparente, repousava a faca com cabo de madeira entalhada. — Sim, já disse! Era minha faca de pesca… — Durval estendeu a mão na direção da faca. Mas Moreira, o delegado, afastou-a. — Não…

  • O cadáver, enfim (Episódio XVII)

    Os olhos arregalados de Durval não piscavam quando Botelho destravou as duas trancas de metal na lateral do caixão e abriu a tampa com um rangido. Retorcido como uma corda grossa, o cadáver mais parecia um fantasma de tão branco. As roupas, de tal maneira puídas, pareciam um véu branco cobrindo o corpo, fios finos…

  • Do outro lado do rio (Episódio XVI)

    A trilha pelo meio da mata era estreita e Durval mantinha uma das mãos à frente do rosto para que os galhos não furassem seus olhos. A outra mão segurava a bengala, melhor tomar todo o cuidado do mundo, não queria quebrar a outra perna numa queda. Dolores vinha atrás gemendo de irritação e impaciência.…

  • No cafundó do Judas (Episódio XV)

    A camionete de Botelho pulava para cima e para baixo a cada buraco da rua de terra. Durval procurava manter sua perna engessada apoiada no assoalho do veículo, mas ela saltava para cima a cada tranco. Olhou para Botelho, o professor mantinha os olhos fixos no caminho, as duas mãos no volante e uma expressão…

  • A revelação (Episódio XIV)

    Durval virou-se e viu Botelho parado no início do corredor. O professor de biologia estava ofegante, com a boca aberta, a língua para fora e os olhos arregalados, parecia que tinha visto um fantasma. Uma mão apoiada na parede, o corpo alto e magro meio tombado para frente como se fosse desmaiar a qualquer momento.…

  • A ameaça (Episódio XIII)

    “Se não quiser morrer pare de se meter onde não é da sua conta”. Era tudo o que havia na carta. Escrita com letras recortadas de jornal e coladas desalinhadas no papel sulfite. Antes do delegado Moreira chegar, Dolores começara a passar mal ao ler a mensagem. Durval pensou no porquê não aprendia a poupar…