Categoria: Histórias de Mistério
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Amigo de verdade (Episódio XXXVI)
— Mas afinal o que era o barulho do rugido que vocês ouviram no laboratório? — Perguntou Durval. — Até aquele momento nenhum de nós sabia — disse Heitor. — Acho que até alguns soldados do pelotão não faziam ideia de que o exército mantinha uma fera presa no laboratório subterrâneo. Dava para ver nos…
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O despertar da besta (Episódio XXXV)
Durval ouvia boquiaberto a história de Heitor, o capitão reformado do exército que havia adentrado ilicitamente em um laboratório do governo onde Botelho fazia experiências genéticas envolvendo homens com chifres. — O pelotão de soldados que invadiu o laboratório somado ao som estridente do alarme teria feito uma pessoa destreinada entrar em pânico. Mas se…
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Na toca do inimigo (Episódio XXXIV)
O alarme havia disparado. Durval estava boquiaberto ouvindo o relato de Heitor, o ex-capitão do exército que adentrara ilicitamente nos laboratórios onde Botelho havia trabalhado em algum tipo de experiência secreta que envolvia um homem com chifres. Durval pensou porque Heitor inventaria uma história mirabolante como aquela se não fosse verdade. O que ganharia com…
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O laboratório secreto (Episódio XXXIII)
Durval percebeu que não havia bebido nem um gole sequer do suco de melancia que Melinda havia lhe servido. Apoiara o copo em cima da perna engessada e lá ele ficou enquanto Heitor contava sobre sua incursão ilícita nos tais laboratórios do exército onde Botelho havia trabalhado. — Não vou dizer que me arrependi de…
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Adentrando o subterrâneo (Episódio XXXII)
Reabastecido com um novo copo de suco de melancia fornecido por Melinda, esposa de Heitor, Durval ouviu a história sentado ao lado do gato branco no sofá da sala do ex-capitão do exército. — Nós não tínhamos ideia de que aquele prédio onde ficavam os laboratórios pudesse ser tão grande. Por fora parecia um prédio…
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Pompa, circunstância e Mistério (Episódio XXXI)
Durval bebericou o suco de melancia que Melinda havia lhe servido. A mulher de Heitor devia ter no máximo 25 anos, tinha cabelos negros e longos até o meio das costas, um rosto forte com queixo proeminente e grandes olhos verdes. Havia se sentado no sofá bem na sua frente e o encarava com um…
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O homem com chifres (Episódio XXX)
A fotografia deveria ter sido colorida quando tirada, mas estava tão envelhecida que parecia preto e branca. Durval aproximou o álbum do rosto. De fato, indiscutivelmente, o homem em pé em primeiro plano era Botelho. Estava mais jovem, devia ter menos de 40 anos, mas era o próprio. Usava um jaleco branco com gola padre…
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Um pássaro incoveniente (Episódio XXIX)
Durval acompanhou Heitor do portão até a entrada da casa. O quintal era obsessivamente arrumado. Cada pedra que formava o caminho até a casa parecia ter sido milimetricamente posicionada. As folhas dos arbustos baixos podadas com precisão pareciam formar capacetes de soldados em volta dos troncos, e os vários medronheiros estavam dispostos como um pelotão…
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Nada de Fofoca (Episódio XXVIII)
Durval olhou para o relógio uma última vez antes de tocar a campainha da casa número 72 da Rua Bela Vista em Santa Tereza. Nove horas em ponto. Não queria parecer inconveniente chamando o vizinho Heitor antes dele estar minimamente apresentável pela manhã. Sabia que o sujeito não era de dormir até tarde, mesmo aposentado…
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Cornu Cutaneum (Episódio XXVII)
Durval não conseguia dormir. Já estava há quase duas horas rolando na cama e matutando sobre tudo que Dolores havia dito na cozinha. De fato ele sempre desconfiara um pouco do amigo professor de biologia. Mas nunca chegara a considerar seriamente que Botelho seria o assassino. Afinal, os dois se conheciam há quase cinquenta anos.…


