Autor: JOSÉ GASPAR
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Alguém na biblioteca (Episódio LVI)
Durval estava no meio do corredor quando percebeu, pelo vão da porta da biblioteca, uma sombra mover-se lá dentro. Realmente tinha alguém com ele dentro da casa. Se o que Dolores havia dito era verdade, ele estava correndo perigo naquele momento. Primeiro, o assassino havia ameaçado Durval por carta. Depois tentado matá-lo empurrando-o para o…
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Uma sombra pelo vão da porta (Episódio LV)
Depois de ter ficado trancado na casa de seu vizinho Heitor que sumira com a esposa Melinda sem deixar rastro, Durval havia tentado sair pelos fundos sem sucesso, pois tivera a atenção desviada pela enigmática e hipnótica caveira com chifres na biblioteca. Então alguém se pôs a tocar a campainha insistentemente, como se o mundo…
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Quem toca a campainha? (Episódio LIV)
Durval havia ficado preso dentro da casa do seu vizinho Heitor, que havia desaparecido juntamente com a esposa. Ao tentar sair pela porta dos fundos, foi distraído pela caveira com chifres na biblioteca. Eis então que alguém estava tocando a campainha sem parar. Quem quer que fosse estava obstinado. Enquanto Durval voltava pelo corredor com…
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Um mero desconforto (Episódio LIII)
Durval estava preso dentro da casa de seu vizinho Heitor. Havia passado o dia inteiro na casa do ex-capitão do exército que anos atrás, se infiltrara em um laboratório militar onde Botelho, amigo de longa data de Durval, fazia experiências com um homem com chifres. Segundo Heitor esses seres de fato existiam. Eram descritos em…
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Ao Cair da Noite (Episódio LII)
Durval havia ficado preso dentro da casa de seu vizinho Heitor que sumira juntamente com a esposa Melinda. A porta da frente da casa estava trancada. Durval olhou pela janela. Lá fora, empoleirada na mureta da varanda, a cacatua olhava sorrateira para ele. De vez em quando dava um grito agudo e balançava a cabeça…
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Preso na casa do vizinho (Episódio LI)
— Ei pessoal? Alguém aí? Durval deu uma olhada rápida para dentro da cozinha da casa de Heitor e Melinda. Estava vazia. Caminhou lentamente pelo corredor mancando e apoiando-se na bengala devido a perna engessada. Era bem estranho aquilo. Ele havia ouvido os dois há pouco procurando pela caixa de charutos de Heitor. E agora…
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A verdade é mais fantástica que a ficção (Episódio L)
Durval olhou sorrateiro pela janela. A cacatua estava lá fora, caminhava de um lado para o outro pelo chão da varanda e de vez em quando dava um grito estridente. Subiu na cadeira de vime e pulou para a mureta com as asas abertas. Então encarou Durval em silêncio olhando fixamente com a cabeça de…
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Curativos (Episódio XLIX)
O rosto moreno de Melinda estava a poucos centímetros de Durval, um rosto forte com queixo proeminente e grandes olhos verdes. A mulher de Heitor era absolutamente linda, devia ter no máximo 25 anos e seus cabelos longos e negros iam até o meio das costas. Ela usava um vestido curtíssimo florido que deixava à…
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Um crânio no armário (Episódio XLVIII)
Durval estava sentado no sofá da sala de Heitor ao lado da cacatua. Ambos, ele e pássaro, imóveis como dois espectadores de um filme de suspense, com o ar retido dentro dos pulmões, apenas esperando o desenlace da próxima cena para respirarem aliviados ou quem sabe explodirem num grito. Tudo porque o relato de Heitor,…
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O elo com a fera (Episódio XLVII)
Heitor estava tão absorto em seus pensamentos que não percebeu que o charuto que mantinha entre os dedos havia apagado. O homem parecia reviver os momentos em que estivera frente a frente com o homem com chifres, a fera que Botelho mantinha cativa no laboratório do Exército. Parece que relembrar aqueles momentos era confuso e…


