Categoria: Histórias de Mistério
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A carta misteriosa (Episódio XII)
Durval estava todo espremido no banco de trás do Fusca de Joana. A mulher havia empurrado o assento do motorista todo para trás a fim de caber com seus cento e trinta quilos atrás do volante. Durval matutou como ela conseguia manobrar o carro com a direção espremida na barriga daquele jeito. Ao lado dela,…
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Beethoven no hospital (Episódio XI)
Joana havia trazido a sopranino junto. Ela sabia que Durval preferia a flauta mais aguda quando estava ansioso ou preocupado. E ele estava bem ansioso e preocupado na cama do hospital todo quebrado, desde que fora empurrado para o precipício dentro de seu Corcel. – Melhor não tocar a flauta pequena aguda, disse Dolores logo…
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Paranóia no hospital ( Capítulo X)
Quando Durval abriu os olhos viu Dolores debruçada sobre ele. Os olhos dela estavam arregalados e fixos, a boca entreaberta. A mulher parecia ter visto o diabo em pessoa. As sensações de Durval foram vindo aos poucos. A primeira coisa que sentiu foi Dolores esfregando sua mão com força. …
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O assassino ataca de novo (Capítulo IX)
A primeira sensação foi de um vazio enorme no estômago. Por um momento o tempo parou, enquanto o Corcel transpunha a borda do abismo e caia ladeira abaixo. Durval segurou firme no volante e esperou o baque, fechou os olhos. Pareceu passar uma eternidade até o carro bater com força no chão de terra. O…
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Caminho de volta (Capítulo VIII)
Durval sempre se perguntava por que deixava escurecer para ir embora da casa de Botelho. Sabia que as estradas de terra ficavam intransitáveis quando chovia, e naquele lugar sempre chovia. Eram quase dez horas da noite quando o caseiro manco abriu o portão, em meio à garoa fina, e Durval saiu do sítio…
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O sapato do assassino (Capítulo VII)
— É uma pegada, não há dúvida — disse o professor. O laboratório de Botelho ficava no porão da casa. O teto era baixo e Durval mantinha o corpo curvado para frente para não bater a cabeça nas vigas de madeira que sustentavam a casa em cima. As paredes eram repletas de prateleiras empoeiradas, abarrotadas de…
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A velha raposa (Capítulo VI)
O caminho até a casa de Botelho era intrincado e de difícil acesso. Morava em um sítio afastado do centro da cidade. Durval tinha um mapa, mas mesmo assim sempre se perdia. Por sorte o dia estava firme; as ruas de terra ficavam intransitáveis quando chovia, e o Corcel vermelho 78 de Durval…
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A evidência do crime (Capítulo V)
O cadáver havia sumido. Uma hora estava estirado na cozinha da casa de Durval e Dolores, com o sangue formando uma poça circular ao redor da cabeça, como uma auréola. E na outra hora não estava mais lá. Nem vestígios do morto. Nem sangue. Nem nada. — Será possível que o gato comeu? — disse…
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O primeiro suspeito (Capítulo IV)
Durval voltou para a sala e parou em pé perto da janela. Sabia que não estava louco. E se estava, então sua mulher e a empregada também estavam. Os três tinham visto o cadáver na cozinha. Mas agora não havia mais nada lá. —…
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Um estranho desaparecimento (Capítulo III)
Quando o delegado Moreira chegou na casa de Dona Dolores e Seu Durval, não sabia o que ia encontrar pela frente. Antigo amigo da família, nunca tinha recebido uma chamada profissional para vir até a casa dos dois. Mas Durval tinha sido claro no telefonema. Havia um homem morto na…


