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EUA e Brasil – Parceiros no Combate às Mudanças Climáticas e à Insegurança Alimentar – The Brasilians

EUA e Brasil – Parceiros no Combate às Mudanças Climáticas e à Insegurança Alimentar

Os Estados Unidos e o Brasil são líderes mundiais em pesquisa agrícola, e sua colaboração nas últimas décadas tem sido uma pedra angular da estreita relação entre os dois países. Fortalecer essa relação por meio da expansão da pesquisa colaborativa será crucial à medida que o mundo enfrenta a ameaça existencial das mudanças climáticas e da insegurança alimentar. Para enfrentar esse desafio, cientistas dos Estados Unidos e do Brasil estão desenvolvendo uma iniciativa de pesquisa sobre eficiência no uso de fertilizantes que será lançada na celebração do 50º aniversário da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) em 26 de abril de 2023.

Até a década de 1970, o Brasil era um país com insegurança alimentar que precisava importar a maior parte de seus alimentos. No entanto, em menos de 30 anos, o Brasil se transformou em uma potência agrícola, passando de importador líquido de alimentos para um dos principais exportadores do mundo. O Brasil está hoje entre os cinco maiores produtores de trinta e seis produtos agrícolas. É também o principal exportador de soja, milho, café, açúcar, carne bovina, aves, café e suco de laranja. O tremendo aumento na produção agrícola do país é conhecido como a Revolução Verde brasileira e é amplamente considerado um dos desenvolvimentos mundiais mais importantes da segunda metade do século XX.

A abundante oferta de terras do Brasil e sua rica dotação de recursos naturais, o compromisso político do país com um setor agrícola moderno, o espírito empreendedor dos produtores brasileiros e a pesquisa agrícola avançada foram elementos chave para essa transformação. Além disso, países como o Japão foram contribuintes importantes na ajuda ao Brasil para modernizar sua agricultura. Por exemplo, na década de 1970 e 1980, o Japanese-Brazilian Cooperation Program for Cerrado Development (PRODECER) desenvolveu tecnologias agrícolas na savana do Cerrado que ajudaram a transformar a região em uma potência agrícola (Ekman and Macamo, 2014). Notavelmente, os Estados Unidos, por meio de assistência técnica e colaboração científica, também desempenharam um papel vital no desenvolvimento agrícola do Brasil.

Hoje, os Estados Unidos e o Brasil alimentam cerca de 25% da população mundial. Sem a produção desses dois países, o suprimento mundial de alimentos seria criticamente baixo para uma população em crescimento. Os Estados Unidos e o Brasil também são líderes mundiais em pesquisa agrícola e a colaboração nas últimas décadas tem sido uma pedra angular de sua estreita relação. Nas próximas décadas, fortalecer essa relação por meio da expansão da pesquisa colaborativa será crucial à medida que o mundo enfrenta a ameaça existencial das mudanças climáticas e da insegurança alimentar.

Projeto Atual

Os Estados Unidos e o Brasil estão na vanguarda com um projeto de pesquisa inovador sobre fertilizantes. Ao longo do último ano, cientistas dos Estados Unidos e do Brasil têm desenvolvido uma iniciativa de pesquisa sobre eficiência no uso de fertilizantes em resposta à crise global de fertilizantes. Esse programa de pesquisa destaca a vital colaboração entre Embrapa, USDA’s ARS and the Foreign Agricultural Service, the University of Florida, and the International Fertilizer Development Center.

A parceria fortalecerá grandemente os laços EUA-brasileiros no combate às mudanças climáticas e à insegurança alimentar. A iniciativa de pesquisa conjunta também levará a resultados que vão muito além do Brasil e dos Estados Unidos para o mundo em desenvolvimento, a fim de melhorar a eficiência no uso de fertilizantes, o que diminuirá a dependência mundial de fertilizantes importados, avançará a segurança alimentar global e reduzirá as emissões de gases de efeito estufa. Mas essa pesquisa sobre eficiência de fertilizantes deve ser apenas o início de uma colaboração ampliada entre os Estados Unidos e o Brasil à medida que o mundo enfrenta a ameaça existencial das mudanças climáticas e da insegurança alimentar global.

Fonte: USDA


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