Quatro pessoas morreram em uma queda de pequeno avião na cidade de Aquidauana, estado de Mato Grosso do Sul, na tarde de terça-feira (23 de set.).
Entre as vítimas está o arquiteto chinês Kongjian Yu, de 62 anos, considerado um dos arquitetos e urbanistas mais influentes da atualidade e criador do conceito de cidades-esponja, que utilizam a natureza para tornar as aglomerações urbanas mais resilientes a condições climáticas severas.
O avião pertencia ao piloto Marcelo Pereira de Barros, de 59 anos, que também morreu na tragédia. As outras duas vítimas da queda do Cessna Aircraft 175 são o cineasta Luiz Ferraz, de 42 anos, e o diretor de fotografia Rubens Crispim Jr., de 51 anos.
Investigadores estiveram no local do acidente coletando material e informações que podem ajudar a esclarecer as causas da tragédia.
Em nota, a Olé Produções, empresa fundada por Ferraz e outros sócios, confirmou as mortes de Yu, Barros, Crispim e Ferraz na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul.
O produtor executivo da empresa, Thomas Miguez, informou à Agência Brasil que Ferraz e Crispim gravavam material para um documentário que planejavam fazer sobre o trabalho de Yu, que se chamaria Sponge Planet.
“A viagem do professor Yu ao Brasil foi a convite da 14ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, mas como estavam envolvidos na produção do filme, a visita ao Pantanal foi um pedido especial do professor, que não conhecia a região”, comentou Miguez, referindo-se a Yu como professor da Universidade de Pequim.
Yu foi convidado pelo Instituto de Arquitetos do Brasil para proferir a palestra de abertura da Bienal, onde falou sobre seu conceito de cidades-esponja. Duas semanas antes, ele havia participado de uma conferência internacional organizada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil, CAU 2025, em Brasília, de 4 a 6 de setembro.
Condoências
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva disse estar triste e chocado com a notícia da queda do avião e da morte dos quatro passageiros. Ele comentou sobre a importância do arquiteto chinês Kongjian Yu.
“Em tempos de mudanças climáticas, Kongjian Yu tornou-se globalmente reconhecido por suas cidades-esponja, que combinam qualidade de vida e proteção ambiental, algo que queremos – e precisamos – para o futuro”, escreveu.
Fonte: Agência Brasil



