A Conservation International (CI) está participando de um esforço massivo de reflorestamento na região brasileira da Amazônia.
Um projeto multimilionário de 6 anos restaurará 73 milhões de árvores na região da Amazônia brasileira até 2023. Abrangendo 30.000 hectares de terra, equivalente ao tamanho de 30.000 campos de futebol e quase 70.000 acres, o projeto é a maior restauração de floresta tropical do mundo. A iniciativa também ajudará o Brasil a avançar em direção à meta do Acordo de Paris de reflorestar 12 milhões de hectares de terra até 2030.
“Este é um projeto incrivelmente audacioso”, disse Dr. M. Sanjayan, CEO da Conservation International, uma das organizações por trás da iniciativa. “Juntamente com uma aliança de parceiros, estamos empreendendo o maior projeto de restauração de floresta tropical do mundo, reduzindo o custo da restauração no processo. O destino da Amazônia depende de
acertarmos nisso — assim como os 25 milhões de residentes da região, suas inúmeras espécies e o clima do nosso planeta.”
A floresta amazônica abriga a maior biodiversidade de qualquer ecossistema no planeta, mas está desaparecendo rapidamente com o aumento da demanda global por recursos. As áreas prioritárias para o esforço de restauração incluem o sul do Amazonas, Rondônia, Acre, Pará e a bacia do Xingu. As atividades de restauração incluirão o enriquecimento de áreas de floresta secundária existente, semeadura de espécies nativas selecionadas e, quando necessário, plantio direto de espécies nativas.
O projeto é resultado de uma parceria entre a CI, o Ministério do Meio Ambiente do Brasil, o Global Environment Facility (GEF), o Banco Mundial, o Fundo Brasileiro da Biodiversidade (Funbio) e o braço ambiental do Rock in Rio, “Amazonia Live”.
Pesquisa: desmatamento cai 21% em um ano
O desmatamento na região da Amazônia Legal caiu 21% entre agosto de 2016 e julho de 2017, em comparação com o período anterior. Uma pesquisa do instituto de pesquisa Imazon aponta que a devastação caiu de 3.579 km² para 2.834 km².
Todos os estados da região da Amazônia Legal mostraram redução, com Tocantins (56%) se destacando com a maior taxa. É seguido pelo estado de Roraima (37%), Acre (32%) e Pará (31%). Além disso, a pesquisa indica que em julho deste ano, 61% do desmatamento ocorreu em áreas privadas ou em diversas outras categorias de posse.
Fonte: Conservation International e BrazilGovNews



