O ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou o fim da Emergência Nacional de Saúde Pública causada pelo vírus Zika e sua associação com microcefalia e outras condições neurológicas.
O número de casos notificados caiu 95% nos primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período em 2016. Portanto, o Brasil não atende mais aos critérios de emergência em saúde.
As infecções pelo vírus Zika caíram de 170.535 casos em 2016 para 7.911 casos este ano. Como resultado, a incidência caiu de 82,8 casos por 100 mil habitantes em 2016 para 3,8 casos por 100 mil habitantes este ano.
Em relação às gestantes, foram registrados 1.079 casos prováveis. Desses, 293 foram confirmados segundo critérios clínico-epidemiológicos ou laboratoriais. Ainda assim, nenhuma morte por Zika foi registrada este ano. No ano passado, oito pessoas morreram em decorrência de infecções por Zika.
As infecções por dengue caíram 90,3%. Até 15 de abril, 113.381 casos prováveis de dengue foram notificados no país, em comparação com 1.180.472 em 2016.
O número de mortes decorrentes da doença também foi menor que no ano passado, caindo de 507 para apenas 17 em 2017 – uma redução de 96,6%.
Quanto à chikungunya, houve 43.010 notificações, o que significa uma taxa de incidência de 20,9 casos por 100 mil habitantes. No ano passado, 135.030 casos foram notificados. Assim como na dengue, o número de mortes por infecções de chikungunya também caiu: de 196 para apenas 9.
Apesar do fim do status de emergência, o Brasil manterá suas ações voltadas ao combate ao mosquito e ao atendimento a bebês e mães. “Levantar o status de emergência não significa acabar com o atendimento ou a vigilância. O Ministério da Saúde e outras organizações atuantes nessa área manterão suas políticas em relação ao Zika, dengue e chikungunya”, anunciou o Ministério da Saúde.



