6 de junho de 2026Um Jornal Bilíngue
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Epidemia de Zika Terminou, mas Problemas de Direitos Persistem

De acordo com a Human Rights Watch, o Brasil não resolveu problemas de direitos humanos de longa data que permitiram que o surto de Zika se agravasse, deixando a população vulnerável a futuros surtos e outros riscos graves à saúde pública. O governo declarou o fim da emergência nacional de saúde pública relacionada ao vírus Zika em maio de 2017.

O relatório da Human Rights Watch, “Neglected and Unprotected: The Impact of the Zika Outbreak on Women and Girls in Northeastern Brazil,” documenta lacunas na resposta das autoridades brasileiras que têm um impacto prejudicial sobre mulheres e meninas e deixam a população em geral vulnerável a surtos contínuos de doenças graves transmitidas por mosquitos. Os investimentos do governo em infraestrutura de água e saneamento têm sido inadequados. Assim, anos de negligência contribuíram para as condições de água e esgoto que permitiram a proliferação do mosquito Aedes e a rápida disseminação do vírus, concluiu a Human Rights Watch.

O relatório afirma que mais de um terço da população do Brasil não tem acesso a um fornecimento contínuo de água. Isso deixa as pessoas sem escolha a não ser encher tanques e outros recipientes com água para uso doméstico, que podem se tornar involuntariamente potenciais criadouros de mosquitos se deixados destampados e sem tratamento. Mais de 35 milhões de pessoas no Brasil não têm instalações e serviços adequados para a disposição segura de resíduos humanos.

Em 2017, o número de casos de Zika, e o número de bebês nascidos com deficiências ligadas ao vírus, caíram dramaticamente em comparação ao mesmo período em 2016, mas as autoridades precisam manter os olhos abertos e enfrentar as raízes do problema, conclui o relatório.

Fonte: Human Rights Watch


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