No domingo, milhares de apoiadores se reuniram na icônica Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para demonstrar solidariedade ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta atualmente sérios desafios judiciais.
Bolsonaro, que foi presidente do Brasil de 2019 a 2022, é acusado de orquestrar um complô para derrubar o governo após sua derrota eleitoral. As acusações, que incluem alegações de tentativa de envenenar seu sucessor, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, serão analisadas pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil em 25 de março.
Apesar da gravidade das acusações, Bolsonaro discursou no ato, declarando: “Eleições sem Bolsonaro seria negar a democracia no Brasil.” Ele ainda criticou as acusações contra si, rotulando-as como motivadas politicamente.
A manifestação também pediu anistia para indivíduos condenados em conexão com os tumultos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, onde apoiadores de Bolsonaro invadiram instituições governamentais.
Enquanto os organizadores esperavam um público de um milhão, estimativas sugerem que cerca de 18 mil pessoas participaram.
Analistas políticos veem o ato como parte da estratégia de Bolsonaro para manter relevância política e apelar diretamente à sua base, especialmente dada sua atual inelegibilidade para cargos públicos até 2030.
Apelidado de “Trump dos Trópicos”, Bolsonaro alega ser vítima de perseguição política.
Ambos os homens sobreviveram a tentativas de assassinato durante a campanha eleitoral. No palco em Copacabana, um cartaz mostrava a agora icônica imagem de um Trump desafiador com o punho erguido após uma bala perfurar sua orelha durante um comício no ano passado em Filadélfia.
Em 25 de março, o Supremo Tribunal Federal do Brasil considerará se há evidências suficientes para levar Bolsonaro a julgamento. Se condenado, ele enfrenta o risco de uma pena de prisão superior a 40 anos.
Fontes: Reuters e AP


