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Os Lovings Abriram o Caminho para Casamentos Inter-raciais – The Brasilians
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Os Lovings Abriram o Caminho para Casamentos Inter-raciais

Mildred e Richard Loving estavam apaixonados, então fizeram o que tantos casais fazem. Casaram-se. Mas era 1958. E porque ela era negra e ele era branco, o estado da Virgínia considerou seu casamento ilegal.

Os Lovings travariam uma batalha legal até a Suprema Corte dos EUA, que estabeleceria que os governos estaduais não podiam proibir casamentos inter-raciais (os estados individuais definem as leis de casamento nos Estados Unidos).

Os Lovings apaixonados

Os Lovings haviam se casado no Distrito da Colúmbia (Washington), onde o casamento inter-racial era legal na época. Mas moravam na Virgínia, cujas leis tornavam sua união um crime. Quando acusados, os Lovings se declararam culpados, e um juiz local suspendeu sua sentença de um ano de prisão sob a condição de que deixassem a Virgínia, o que fizeram, optando por viver no Distrito da Colúmbia.

Alguns anos depois, em 1963, com a ajuda do procurador-geral dos EUA Robert Kennedy e da União Americana pelas Liberdades Civis, o casal iniciou sua jornada legal até a mais alta corte do país.

Invocando a 14ª Emenda da Constituição dos EUA, que garante a todos os americanos proteção igual sob a lei, a Suprema Corte reverteu a decisão do juiz da Virgínia e declarou as leis de “pureza racial” inconstitucionais.

“Sob nossa Constituição, a liberdade de casar, ou não casar, com uma pessoa de outra raça reside no indivíduo e não pode ser infringida pelo Estado”, escreveu o presidente da Suprema Corte Earl Warren, em uma decisão que tornou o casamento inter-racial legal em todos os Estados Unidos.

Corações abertos

Lucas Irwin, 35 anos, chef de um restaurante japonês que deve abrir em breve em Washington, disse: “Adoro que eles não tenham desistido.”

Irwin disse que, se não fosse pelos Lovings, sua própria mãe branca e seu pai meio-japonês talvez não tivessem podido se casar nos anos 1980.

Desde a decisão de 1967, os Estados Unidos registraram um aumento constante em novos casamentos entre pessoas de raças diferentes — de apenas 3% para 17% dos casamentos nos EUA, com o crescimento mais rápido entre hispânicos e brancos não hispânicos.

Os lares formados por casais inter-raciais/étnicos aumentaram em todos os estados dos EUA.

Kim Parker, do Pew Research Center, diz que o caso Loving “abriu a porta para as pessoas”, inaugurando a aceitação desses casamentos. É mais fácil para as pessoas se casarem fora de sua raça quando não enfrentam resistência, disse ela, “seja da família, da comunidade ou da sociedade em geral”.

Parker, que dirige pesquisas sobre tendências sociais nos EUA, disse que, além do caso Loving, dois outros fatores estão em jogo.

A Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA de 1965 trouxe milhões de imigrantes asiáticos e latino-americanos para os Estados Unidos e encerrou cotas que favoreciam europeus. Os americanos de hoje são mais diversos.

E, disse Parker, os jovens adultos hoje veem os casamentos inter-raciais não apenas como aceitáveis, mas como algo bom para a América.

Fonte: share.america.gov, Por Lenore T. Adkins


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