A história tem origens surpreendentemente profundas dos tempos coloniais do estado de Minas Gerais. Apresenta jovens que, após suas tarefas domésticas, frequentemente sentavam-se à janela e olhavam para a rua em um ponto não específico. Ao mesmo tempo, elas
paqueravam os homens que passavam pela rua.
Há também uma história de que essas senhoras de pé à janela são fofoqueiras comuns que escutavam informações frescas da rua para falar sobre a vida dos outros. Uma das histórias mais originais é que essas mulheres paqueravam homens que passavam pela rua e assim procuravam um potencial marido.
Por que elas paqueravam dessa forma?
Nos tempos coloniais, as crianças eram educadas com “mão pesada”. As meninas não podiam sair sem companhia e nem namorar. Quando um homem se interessava por uma moça, tudo tinha que ser feito de acordo com os padrões da época.

Se um pretendente quisesse conhecer uma moça, ele tinha que se apresentar aos pais dela e pedir ao chefe da família permissão para namorá-la. Após ser aceito, o rapaz podia se encontrar com a moça, mas na presença dos pais dela.
Por que elas têm o apelido de “paqueradeiras”?
A postura dessas esculturas indica que essas mulheres esperavam por um cortejo. Elas podem ser encontradas em vários tamanhos e materiais diferentes, como madeira, cerâmica, gesso e resina.
Frequentemente as mulheres ficavam à janela, como você pode ver nas fotos anexas. Com uma mão elas apoiavam a cabeça, como se esperassem algo. Suas roupas acentuavam belas

formas femininas. O apelido de namoradeiras ou paqueradeiras consistia no fato de que, em belos vestidos com um decote generoso, elas ficavam à janela esperando o admirador que pudesse passar e saudá-las com um belo sorriso. Talvez esse sorriso pudesse ser o início do cortejo, levando a um belo amor.
Era uma época em que as mulheres podiam encontrar seus maridos olhando pela janela.



