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Verão no Brasil Será ‘Super’ Quente Graças ao El Niño – The Brasilians

Verão no Brasil Será ‘Super’ Quente Graças ao El Niño

O Brasil recentemente experimentou uma onda de calor severa que quebrou recordes e causou desconforto generalizado e até problemas de saúde para muitos residentes. A onda de calor começou em meados de novembro e persiste há várias semanas, com temperaturas em algumas partes do país atingindo até 46 graus Celsius (115 graus Fahrenheit). Isso está bem acima da temperatura média para esta época do ano (o verão começa apenas em dezembro no Hemisfério Sul), e o calor prolongado tem sido particularmente difícil para populações vulneráveis, como idosos e pobres.

A onda de calor tem sido atribuída a vários fatores, incluindo mudanças climáticas, El Niño e desmatamento. As mudanças climáticas estão causando o aumento das temperaturas globais, tornando as ondas de calor mais frequentes e intensas. O El Niño é um padrão climático natural que ocorre a cada poucos anos e pode causar mudanças nos padrões climáticos em todo o mundo, incluindo temperaturas mais altas no Brasil. O desmatamento também está contribuindo para a onda de calor, pois as árvores ajudam a regular o clima e sua remoção pode levar a temperaturas mais quentes.

EL Nino

Pesquisadores no Brasil acreditam que a onda de calor está fortemente associada ao fenômeno El Niño. Ele é caracterizado pelo enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de leste a oeste) e pelo aquecimento anormal das águas superficiais da porção oriental do Oceano Pacífico equatorial. Mudanças na interação entre a superfície do oceano e a atmosfera inferior têm consequências para o tempo e o clima em diferentes áreas do planeta. Isso ocorre porque a dinâmica de circulação das massas de ar assume novos padrões de transporte de umidade, afetando a temperatura e a distribuição das chuvas.

O geógrafo Marcos Freitas, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chama a atenção para medições realizadas pela National Oceanic and Atmospheric Administration, ligada ao governo dos EUA. A agência, ele destacou, mede a temperatura da água na chamada Zona 3.4, localizada na porção equatorial central do Oceano Pacífico.

“Estamos nos aproximando de uma anomalia de 2ºC. Normalmente, temos um El Niño médio ou fraco a cada dois anos, quando vemos uma anomalia de no máximo 1ºC. Quando ultrapassa 1ºC, chamamos de El Niño forte. Isso altera as massas de ar sobre nosso continente.”

“Estamos enfrentando um El Niño forte”, argumentou ele, que está bloqueando a entrada de massas de umidade em parte do Sudeste e um pouco no Centro-Oeste.

A tendência também aponta para um verão sufocante, continuou ele. “Este El Niño não vai se dissipar agora”, acrescentou.

A Organização Meteorológica Mundial estima que os efeitos do fenômeno devem ser sentidos até pelo menos abril do próximo ano. Marcos Freitas observou que um El Niño forte ocorre mais ou menos a cada sete anos, mas sua intensidade tem aumentado como resultado do aquecimento global.

Source: Agência Brasil 


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