17 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

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Streaming Faz do Brasil o 9º Maior Mercado de Música do Mundo – The Brasilians

Em 2023, o Brasil ocupou o nono lugar entre os dez maiores mercados de música do mundo — um desempenho notável impulsionado principalmente pelo streaming.

No ano passado, o mercado de música brasileiro registrou receitas de R$ 2,864 bilhões, alta de 13,4% em relação ao ano anterior.

Os dados estão em um relatório divulgado na quinta-feira (21) pela Pro-Música, a entidade que representa as principais gravadoras e produtores do Brasil. O resultado do ano passado mais que triplica o faturamento do mercado fonográfico nacional nos últimos seis anos.

O Brasil figura no ranking dos dez maiores mercados de música do mundo há sete anos consecutivos.

O crescimento em 2023 superou a expansão do mercado global (10,2%), cujas receitas atingiram US$ 28,6 bilhões no período, também impulsionadas pelo streaming.

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da Pro-Música, Paulo Rosa, afirmou que o crescimento observado no Brasil é um fato a ser celebrado e um sinal de que o país continua sendo um mercado vital para a música, especialmente a música brasileira.

O documento aponta que, entre as 200 músicas mais streamadas no Brasil em 2023, a música brasileira teve participação de 93,5%. “Isso é muito superior ao que era na época dos vinis e CDs. O consumo de música brasileira costumava representar cerca de 75%. Hoje, representa muito mais, pelo menos entre as mais tocadas. Isso também é algo a celebrar. Mostra a grande diversidade da música brasileira. Não é só o eixo Rio–São Paulo — a música produzida nos grandes centros —, mas música de todo o Brasil e do mundo.”

Top 10

Ele destacou que o Brasil não fica tão atrás dos grandes mercados, ocupando o nono lugar no ranking dos dez maiores da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI). “Estamos em nono no top 10, mas ainda estamos longe se comparado ao mercado dos EUA, por exemplo, que tem mais de US$ 15 bilhões, ou o mercado do Reino Unido [US$ 3 bilhões], mas estamos brigando lá no top 10.”

Paulo Rosa acredita que o Brasil, como o maior mercado de música da América Latina, é um reflexo bastante fiel da região. “Acho que ainda há muito espaço para crescimento. Se olharmos para a demografia do país, sentimos que ainda há uma grande margem para continuar expandindo o número de assinantes das plataformas de streaming — o modelo dominante hoje e o maior impulsionador do mercado.” Na visão dele, trata-se de um modelo extremamente bem-sucedido na América Latina, graças à sua acessibilidade e preço razoável. Isso também é uma das razões pelas quais o streaming cresce tão rápido no mundo todo, tanto na América Latina quanto no Brasil, argumentou ele.

O streaming representou 87,1% das receitas totais do mercado fonográfico brasileiro, alta de 14,6% em relação a 2022, totalizando R$ 2,5 bilhões, mantendo os serviços de streaming como a principal fonte de receita do setor. O streaming por assinatura em plataformas como Spotify, YouTube Music, Deezer, Apple Music e outras cresceu 21,9%, para R$ 1,6 bilhão. O streaming remunerado por publicidade cresceu 7,3% com vídeos musicais e registrou leve queda de 1% no segmento de áudio.

Fonte Original: Agência Brasil 


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