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A Política Sempre Foi uma Peça-Chave nas Relações Humanas, Mas Onde Deve Ser Traçada a Linha? – The Brasilians

A Política Sempre Foi uma Peça-Chave nas Relações Humanas, Mas Onde Deve Ser Traçada a Linha?

Motivações políticas e partidárias são frequentemente usadas para justificar crimes de ódio. Divergências em opiniões e valores políticos apenas intensificam esses incidentes. Nesse ponto, a reflexão transcende limites na mesma medida em que as emoções políticas já os transcenderam.

  1. ASSASSINATO DE CHARLIE KIRK

O exemplo mais recente é Charlie Kirk, assassinado em 10 de setembro de 2025, durante um de seus eventos na Utah Valley University, em Utah. Ele era um ativista político conservador nos Estados Unidos, conhecido por seu apoio e posição pró-Trump.

Kirk estava no palco respondendo perguntas — como de costume em seus eventos públicos — quando foi atingido por um tiro no pescoço a distância. Dias depois, confirmou-se que Tyler Robinson, de 22 anos, foi o responsável pelo ataque, e, segundo as autoridades de Utah, familiares do atirador auxiliaram na investigação.

  1. ATAQUE CONTRA JAIR BOLSONARO

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, foi esfaqueado em 6 de setembro de 2018, durante a campanha para as eleições presidenciais brasileiras. O ataque ocorreu na cidade de Juiz de Fora, Minas Gerais. O candidato era carregado por apoiadores pela multidão quando Adélio Bispo de Oliveira conseguiu se aproximar e o esfaqueou no abdômen. A cena foi amplamente gravada e transmitida ao vivo, gerando grande comoção e pânico.

Questionado, Adélio afirmou que agiu “por ordem de Deus” e discordava veementemente das visões políticas de Bolsonaro. Bolsonaro passou imediatamente por cirurgia de emergência devido à gravidade do ferimento e foi afastado das manifestações de rua da campanha. O atacante foi preso em flagrante. Posteriormente, a Justiça Federal considerou Adélio inimputável por transtorno mental e determinou seu internamento em presídio de segurança máxima.

  1. ASSASSINATO DE JOHN F. KENNEDY

Em 22 de novembro de 1963, o presidente dos EUA, John F. Kennedy, foi assassinado em Dallas, Texas, enquanto desfilava em um carro descapotado. O evento chocou o mundo e permanece envolto em controvérsias e polarização política até hoje.

A investigação oficial inicial, conduzida pela Comissão Warren, concluiu que o ex-militar Lee Harvey Oswald agiu sozinho ao atirar de uma janela do Texas School Book Depository. O suposto atirador era conhecido por suas inclinações pró-comunistas e por ter vivido brevemente na União Soviética, o que, para muitos, indicava motivação ideológica na polarização da Guerra Fria. No entanto, Oswald negou ter atirado em Kennedy, e seu caso nunca foi a julgamento, pois ele próprio foi morto a tiros dois dias depois por Jack Ruby, dono de um night-clube com ligações com a Máfia.

  1. ASSASSINATO DE MARIELLE FRANCO 

Eleita em 2016, a vereadora do PSOL no Rio de Janeiro era uma mulher negra, socióloga e ativista de direitos humanos. Em 14 de março de 2018, Marielle havia acabado de participar de um evento chamado “Jovens Negras Movendo Estruturas”, na Lapa, centro do Rio de Janeiro, quando pegou um táxi. Poucos minutos depois, um carro se aproximou pelo lado, e seus ocupantes abriram fogo com uma metralhadora — arma restrita à Polícia Federal.

Marielle foi morta com quatro tiros na cabeça. As investigações apontam dois ex-policiais militares com ligações a milícias como os executores: Ronnie Lessa (o atirador) e Élcio Queiroz (o motorista do carro usado no ataque). O crime é tratado como assassinato político, e as investigações sobre os mandantes ainda estão em andamento, um caso que permanece aberto até hoje.

O assassinato repercutiu no mundo todo e se tornou símbolo da luta contra a violência política. Organizações internacionais, como a ONU e a Anistia Internacional, cobraram investigações transparentes. É considerado um dos crimes políticos mais marcantes da história recente do Brasil, não só pela brutalidade, mas pelo impacto na discussão sobre democracia, segurança e direitos humanos.

EDUARDA DE NADAI GENERATO
Jornalista


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