O economista Michael Swanson oferece uma dica para este Dia das Mães:
“Se você realmente quer demonstrar amor e carinho à sua mãe, pode preparar em casa um belo bufê por muito menos dinheiro” do que gastaria saindo para o tradicional brunch, afirma Swanson, economista-chefe de agricultura do Wells Fargo, que acompanha os preços dos alimentos.
Pelo visto, as filhas dele também sabem disso: o plano para domingo é preparar uma receita assada com ovos para a mãe em casa, enquanto o pai fica encarregado de comprar flores. Mas elas são minoria, mesmo com o custo de comer fora subindo duas vezes mais rápido que o preço dos alimentos nos supermercados.
O Dia das Mães é, de longe, o dia mais movimentado do ano para os restaurantes dos Estados Unidos em geral. Também é uma das datas mais importantes para floriculturas, logo depois do Dia dos Namorados, e para vendedores de cartões comemorativos.
E, embora a alta dos preços da gasolina deixe os americanos apreensivos com a economia, isso não os impede de abrir o coração — e a carteira — para suas mães neste domingo.
Gastos recordes na data
Os gastos neste Dia das Mães podem alcançar o recorde de US$ 38 bilhões, um aumento impressionante de 11% em relação ao ano passado, segundo previsão da Federação Nacional do Varejo.
A projeção se baseia em uma pesquisa que indica que a grande maioria dos consumidores comprará flores e cartões, enquanto alguns também procuram joias, roupas e eletrônicos. Segundo a Sociedade dos Floristas Americanos, plantas também estão se tornando presentes mais comuns.
Neste ano, a associação comercial entrevistou floristas e constatou que dois terços esperam que as vendas do Dia das Mães cresçam ou permaneçam estáveis — os demais estão menos otimistas. Muitos floristas disseram estar “apostando em opções com foco no custo-benefício”, como buquês mais baratos, prontos para levar, e arranjos menores.
E sair para comer continua sendo a atividade preferida. A plataforma de reservas Resy afirma que, até quarta-feira, as reservas estavam quase 30% acima das registradas no mesmo período do ano passado. A concorrente OpenTable diz que suas reservas apresentavam “crescimento de dois dígitos” em comparação com o ano anterior.
Mais ovos, menos filé?
Em San Diego, Ed Powers comemora a queda no preço dos ovos às vésperas das celebrações do Dia das Mães, centradas no brunch. Os ovos entram em três quartos dos pratos do Broken Yolk Cafe, rede de 42 restaurantes da qual Powers é diretor de operações.
Os preços dos ovos no varejo caíram quase 45% em março em comparação com o mesmo mês do ano passado, enquanto o setor se recupera de um surto persistente de gripe aviária. Os preços no atacado caíram ainda mais.
“É aquela sensação de: nossa, que recuperação!”, diz Powers.
Com a carne, a história é diferente. O preço da carne bovina subiu mais de 12% em março na comparação anual, enquanto o rebanho dos Estados Unidos permanece historicamente pequeno. Os preços do frango e da carne suína ficaram relativamente estáveis.
“Então, muita opção de bacon ou presunto nesse bufê”, diz Swanson. “Mas, se a escolha for uma churrascaria sofisticada, leve duas carteiras.”
No geral, o custo de comer fora aumentou 3,8% em março em relação ao ano anterior, segundo dados federais. O custo dos alimentos comprados no mercado subiu à metade desse ritmo. Os preços de flores e plantas aumentaram 7,5%, e os de joias, 9,9%.
A gasolina cara pesa no orçamento das famílias. O preço médio nacional subiu mais de US$ 1,50 por galão desde o início da guerra no Irã. Os preços são ainda mais altos na Califórnia, onde fica a sede do Broken Yolk Cafe. Powers diz que isso está levando clientes a cortar gastos, embora menos em ocasiões especiais.
“Tenho percebido um movimento um pouco mais fraco durante a semana”, afirma. “Mas os feriados e datas comemorativas continuam bem movimentados.”
Fonte: npr.org


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