
O Brasil começará o ano com um novo Presidente. Jair Messias Bolsonaro foi eleito Presidente do Brasil. O candidato de extrema-direita obteve mais de 55 por cento dos votos válidos. Sua promessa de combater o crime e a corrupção, após uma série de escândalos envolvendo políticos do partido que governou o Brasil por quase 15 anos, conquistou apoio massivo.
Quem é Jair Bolsonaro?
Nascido em 21 de março de 1955 na pequena cidade de Glicério, no
Estado de São Paulo, Jair Messias Bolsonaro formou-se na Academia Militar das Agulhas Negras em 1977. Candidatou-se à prefeitura do Rio de Janeiro em 1988 e foi eleito vereador.
Em 1990, dois anos após sua eleição, conquistou o primeiro de seus sete mandatos consecutivos como Deputado Federal. Em 2014, tornou-se o candidato mais votado na
disputa pela Câmara dos Deputados, com 464.565 votos, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Na atual legislatura, Bolsonaro é membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, Suplente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e Suplente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.
Durante seus mandatos, destacou-se pela defesa dos direitos dos militares da ativa e dos veteranos, lutou por

maior disciplina nas instituições de ensino, pela redução da maioridade penal, pela posse de arma de fogo por cidadãos e pelo direito à autodefesa, e pelos valores cristãos e pela família tradicional.
Jair é pai de Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, respectivamente Senador eleito pelo Estado do Rio de Janeiro, Vereador do Município do Rio de Janeiro e Deputado Federal eleito pelo Estado de São Paulo, sendo que o último obteve o segundo mandato com a maior votação
do país — 1,8 milhão de votos.
A eleição
A eleição de 2018 é histórica porque foi marcada por polarização, inundação de mensagens nas redes sociais, fake news e
especialmente pela campanha popular avassaladora e inédita, que culminou na vitória do 38º Presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro.
Bolsonaro conquistou os brasileiros ao prometer “quebrar o sistema” e romper com o status quo após anos tumultuados. O Brasil sofreu uma profunda recessão a partir de 2016. Essa crise econômica veio acompanhada de turbulência política, com um imenso escândalo de corrupção que se desenrolou no país nos mais altos níveis de governo e empresas, deixando poucos líderes proeminentes
ilesos.
Além disso, o aumento da criminalidade violenta deixou alguns eleitores ansiando por ordem e segurança, que Bolsonaro — ex-oficial militar — prometeu entregar.
Considerando-se um outsider, Bolsonaro escolheu ministros também considerados outsiders:
• Agricultura: Tereza Cristina, Deputada Federal

• Banco Central: Roberto Campos Neto, atual diretor e chefe do Tesouro no Santander Brasil.
• Casa Civil: Onyx Lorenzoni, Deputado Federal

• Ciência e Tecnologia: Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a viajar ao espaço, tenente-coronel da Aeronáutica.
• Controladoria-Geral da União: Wagner Rosário, o único

ministro do atual governo que será mantido por Bolsonaro. O ministro, no cargo desde junho deste ano, é auditor fiscal e foi oficial do
Exército.
• Defesa: Fernando Azevedo e Silva, General de Reserva do Exército.
• Economia: Paulo Guedes, conhecido durante a campanha como
guru econômico de Bolsonaro.
• Gabinete de Segurança Institucional (GSI): Augusto Heleno, General de Reserva do Exército, que liderou as forças de paz da ONU no Haiti e o Comando Militar da
Amazônia.
• Justiça e Segurança Pública: Sérgio Moro, Juiz que ganhou enorme notoriedade nacional e internacional por liderar, desde março de 2014, o julgamento em primeira instância dos crimes identificados na
Operação “Lava Jato.”
• Relações Exteriores: Ernesto Araújo, atual diretor do Departamento dos EUA, Canadá e Assuntos Internacionais do Itamaraty
• Saúde: Luiz Henrique Mandetta, Deputado Federal e Médico
• Secretaria-Geral da Presidência: Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL (partido de Bolsonaro) e advogado
O Brasil e o mundo descobrirão se Bolsonaro cumprirá essas promessas drásticas quando assumir o cargo em 1º de janeiro de 2019.



