17 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

New York,US
17C
pten
Novos Fluxos de Imigrantes para o Brasil – The Brasilians

Entre 2013 e 2022, o influxo de migrantes internacionais para o Brasil resultou no nascimento de 129.800 crianças de mães imigrantes. Esses dados foram divulgados em um seminário organizado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, comemorando o 10º aniversário da criação do Observatório da Migração Internacional (OBMigra), uma entidade vinculada ao ministério.

Ao longo de uma década, as nacionalidades das mães imigrantes no Brasil sofreram mudanças notáveis. Em 2013, mais de 8.500 crianças de mães imigrantes foram registradas, com a maioria de descendência boliviana e paraguaia, seguidas de perto por mulheres chinesas em terceiro lugar. Em 2016, mães haitianas superaram as chinesas, mantendo esse status até 2018. No ano seguinte, mulheres venezuelanas assumiram a posição de liderança, seguidas por haitianas e bolivianas.

Destacada no balanço está uma estatística notável sobre casamentos envolvendo imigrantes. Um total de 66.300 casamentos contou com pelo menos um cônjuge imigrante. Dentre esses, uniões entre homens imigrantes e mulheres brasileiras constituíram 59% do total geral, enquanto casamentos entre homens brasileiros e mulheres imigrantes representaram 28,1%. Além disso, casamentos em que ambos os cônjuges eram imigrantes compuseram 12,9% do total.

Mudança no perfil

O relatório aponta uma mudança significativa tanto na origem quanto na intensidade dos fluxos de imigrantes para o Brasil durante o período analisado. Em 2022, a Polícia Federal registrou 1,2 milhão de autorizações de residência de longo prazo e temporárias, marcando um aumento de dez vezes em relação ao início do período. Venezuelanos, haitianos, argentinos e colombianos emergiram como as principais nacionalidades em busca de residência, superando a presença outrora proeminente de portugueses, espanhóis, alemães e italianos.

“Em 2013, a polícia registrou 105.094 pedidos de residência, abrangendo 67.535 de longo prazo e 37.559 temporários. Uma década depois, o volume de registros de residência subiu para 1,2 milhão — mais de dez vezes a cifra inicial observada. Notavelmente, a proporção de migrantes de longo prazo saltou de 64,2% para 80,8%, sugerindo que, nas aspirações migratórias desses indivíduos, o Brasil se tornou o destino preferido para estabelecer residência permanente”, diz o relatório.

Refugiados

O relatório do OBMigra oferece insights sobre a evolução tanto do volume quanto do perfil demográfico dos pedidos de reconhecimento de status de refugiado submetidos à Polícia Federal. Em 2013, os pedidos somavam pouco menos de 6.000, com nacionalidades bengali, haitiana e senegalesa em destaque. Nos dois anos subsequentes, sírios ganharam relevância crescente no grupo de solicitantes. O ano de 2016 testemunhou um ponto de virada significativo quando a crise humanitária na Venezuela levou a um aumento no influxo de migrantes para o Brasil.

Naquele mesmo ano, cubanos e angolanos juntaram-se às principais nacionalidades em busca de refúgio. Ao longo da série histórica em análise, houve 210.052 pedidos de refúgio de venezuelanos, 38.884 de haitianos, 17.855 de cubanos e 11.238 de angolanos. O relatório observa que, em 2022, a proporção de mulheres solicitando refúgio atingiu 40%, com a maioria vinda da Venezuela e de Cuba.

Fonte: Agência Brasil 


  • Ator Juca de Oliveira morre aos 91 anos

    Ator Juca de Oliveira morre aos 91 anos

    O Brasil perdeu na madrugada deste sábado (21) um dos nomes mais expressivos das artes cênicas nacionais. O ator, autor e diretor Juca de Oliveira faleceu aos 91 anos em São Paulo, vítima de pneumonia associada a uma condição cardiológica. A informação foi confirmada pela assessoria da família à TV Globo, veículo que noticiou o…