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Maguila, lenda brasileira do boxe, morre aos 66 anos – The Brasilians

Maguila, lenda brasileira do boxe, morre aos 66 anos

Ex-boxeador brasileiro José Adilson Maguila morreu aos 66 anos, na quinta-feira (24). Um dos principais pesos-pesados e dono de um dos socos de direita mais potentes do boxe brasileiro, sofria de encefalopatia traumática crônica, também conhecida como demência pugilística, diagnosticada em 2013.

Maguila nasceu em 11 de julho de 1958, em Aracaju, estado de Sergipe. Nos 17 anos de carreira, teve um cartel de 85 lutas, 77 vitórias (61 por nocaute), sete derrotas e um empate técnico. Com seu jeito carismático e entrevistas folclóricas, cativou o público. Dentre as lutas mais marcantes de sua carreira, estão os confrontos com nomes como Evander Holyfield e George Foreman.

Seu interesse pelo boxe começou em Aracaju, ao assistir lutas de Éder Jofre e, em especial, de Muhammad Ali. Em uma casa cheia de irmãos, Maguila assistia às lutas do ídolo em uma TV preto e branco na casa de um vizinho. Anos depois, tornou-se campeão dos pesos-pesados, na mesma categoria de Ali.

“Eu me interessei pelo boxe porque sempre fui fã do Muhammad Ali. Ele dizia: vou lutar boxe. Eu gostava muito dele. Quando comecei a assistir, nem TV em casa a gente tinha” – contou a uma TV brasileira em 2015.

Começou a treinar em 1979, e sua primeira luta veio dois anos depois, em 1981. Foi no “Forja de Campeões”, o maior evento de boxe do Brasil, realizado desde 1941.

Fora do ringue, em 2009, lançou o álbum “Vida de Campeão”, com a faixa-título de sua autoria e gravações de sambas famosos. Fez também trabalhos na TV, inclusive como comentarista econômico.

Fã de samba, Maguila foi homenageado ao se tornar o enredo da escola de samba “Me Chama Que Eu Vou”, no desfile virtual de 2021.

Em 2013, foi diagnosticado com encefalopatia traumática crônica. É uma doença neurodegenerativa irreversível provocada por golpes na cabeça. Além de Maguila, acometeu outros grandes nomes do esporte, como o boxeador e campeão mundial Éder Jofre e o zagueiro Bellini, vencedor da Copa do Mundo de 1958 com o Brasil.

No início, os sintomas pareciam esquecimentos comuns de carteiras e chaves. Até que as situações se tornaram mais graves e perigosas, como quando o ex-lutador saiu de casa, se perdeu e ficou desorientado.

Após obter o consentimento da família, o ex-boxeador concordou, em 2018, em doar seu cérebro para pesquisa após a morte. Será uma iniciativa similar à da família de Bellini. O órgão será analisado na Universidade de São Paulo. Uma equipe da instituição estuda as consequências de impactos repetidos na cabeça em esportes como futebol, boxe e rúgbi, entre outros. Esse estudo aprofundado é considerado essencial para o desenvolvimento de medidas preventivas.

Source: Globo.com

 

 

 


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