Até a manhã de quarta-feira (11), governos latino-americanos haviam confirmado a morte de sete argentinos, dois brasileiros, dois peruanos, um colombiano e um paraguaio. Pelo menos 15 argentinos, três peruanos, dois mexicanos e um brasileiro continuam desaparecidos, segundo o The Guardian.
Dezenas de milhares de judeus chegaram à América Latina nas décadas de 1930 e 1940, fugindo da perseguição nazista na Europa. Hoje, a América Latina abriga várias comunidades judaicas grandes, a maior delas na Argentina, com cerca de 180.000 judeus. Cerca de 92.000 vivem no Brasil e 40.000 no México.
Nos últimos anos, milhares de judeus latino-americanos optaram por retornar da diáspora para viver em Israel – muitas vezes em busca de melhores oportunidades econômicas ou para escapar da violência urbana que assola muitos países das Américas.
Muitos das vítimas latino-americanas do ataque do Hamas fizeram exatamente isso, incluindo os dois brasileiros confirmados mortos até agora.
Segundo o The Guardian, Ranani Glazer e Bruna Valeanu, ambos de 24 anos, foram mortos no festival de música Supernova no sábado. Glazer era do sul do Brasil, mas se mudou para Israel, onde sonhava em se tornar DJ. Valeanu era do Rio de Janeiro, mas teria se mudado para Israel no ano passado para estudar na universidade.
Fonte: The Guardian



