O incêndio que consome o Parque Nacional de Brasília e deixou parte da capital brasileira envolvida em fumaça continua avançando nesta segunda-feira (16 de set.). O fogo consumiu 700 hectares da área de proteção ambiental, segundo o instituto de proteção ambiental ICMBio. A Polícia Federal investiga a origem do incêndio.
Uma densa coluna de fumaça escura pode ser vista subindo do parque, também conhecido como Água Mineral. Com 146 dias sem chuva este ano no Distrito Federal, o tempo quente e seco está dificultando o trabalho das equipes e facilitando a propagação das chamas.
O último grande incêndio no Parque Nacional de Brasília foi registrado em 2022. Na ocasião, o fogo consumiu 7.700 hectares — 20% da área.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que o Brasil vive um terrorismo climático, pois pessoas têm usado as altas temperaturas e baixa umidade para atear fogo no país, prejudicando a saúde das pessoas, a biodiversidade e as florestas.
“Há uma proibição nacional do uso do fogo, mas há aqueles que estão praticando um verdadeiro terrorismo climático”, disse ela em entrevista a veículos de mídia no sábado (14 de set.).
Ela enfatizou que é essencial que todos os agentes públicos engajados continuem atuando, pois essas ações têm um propósito. Apenas dois estados não estão enfrentando seca, apontou a ministra, defendendo ainda penas mais rigorosas para quem comete esse crime. Hoje em dia, a pena varia de um a quatro anos de prisão. A ministra disse que 17 pessoas foram presas e 50 inquéritos abertos até o momento.
Fonte: Agência Brasil



