João Franca Guimarães Fonseca, 18 anos, nascido no Rio de Janeiro, ganhou reconhecimento mundial por suas habilidades e dedicação ao tênis. Não é à toa que seu nome tem estampado as principais manchetes nos últimos meses. Ao contrário do que muitos pensam, seus sucessos e resultados não surgiram do nada, mas são consequências de muitos anos de esforço, apoio familiar e foco.
Como tudo começou?
Desde criança, João sempre foi praticante de esportes. Escalada, futebol, natação e surfe foram alguns exemplos de atividades que ocupavam seu tempo. Em 2017, ele trocou as chuteiras pela raquete, focando no tênis e deixando outras modalidades como hobby. A partir daí, seu destaque estava garantido em competições e campeonatos menores. Treinadores e adversários não deixavam de elogiar seu
modo agressivo e suas habilidades na quadra.
“Eu comecei no tênis para praticar um esporte, como uma criança faz. Aos 10 anos, eu ia para competições com minha mãe, mas nada era muito sério”, diz o atleta ao canal Na Qadra com Sylvio Bastos.
“Aos 12 anos, mudei de técnico, e tudo começou a ficar mais profissional”.
Assim, aos 13 anos, o atleta já havia embarcado para a Europa. Foi quando João percebeu que queria seguir o tênis como carreira profissional.
Campeonatos e reconhecimento
Em 2022, no Campeonato Juvenil, João chamou atenção internacional por ser vice-campeão de duplas juvenis no Australian Open. Em setembro de 2024, sua vitória contra os Estados Unidos na Davis Cup significou muito para o atleta.
Davis Cup é o maior torneio internacional de tênis. E a pressão não ajudou quando ele, como representante do Brasil, estava em desvantagem.
O Next Gen Finals ATP Tournament foi outro palco para o jovem brilhar. Reunindo os oito melhores jogadores U20 da temporada de tênis men ‘s, o torneio foi vencido por João, que se tornou o primeiro sul-americano a erguer esse troféu.
Este ano, João venceu o Canberra Challenger na Austrália e três partidas que lhe garantiram vaga no quadro principal dos Grand Slams (conjunto das competições mais importantes do circuito mundial).
Contudo, o brasileiro foi eliminado do Miami Open em março de 2025 na terceira rodada. Foi derrotado pelo australiano De Minaur, que ficou impressionado com o número de brasileiros presentes na partida.
Futuro
João diz que seu sonho é ser número um do mundo.
Seu ídolo é Gustavo Kuerten, ex-tenista brasileiro.
“Guga é uma grande inspiração, não só no tênis, mas em outros esportes e ele tem muito carisma, alegria e é isso que eu quero ser: número um do mundo”, disse o carioca (alguém nascido no Rio de Janeiro), que admite sentir saudades toda vez que fica longe de casa por um longo período.
EDUARDA DE NADAI GENERATO
Jornalista



