Em junho e julho, muitas cidades pelo país se preparam para celebrar o evento mais típico do inverno brasileiro: as Festas Juninas. De acordo com o Ministério do Turismo, as celebrações estão entre as mais populares no calendário cultural do Brasil, ficando em segundo lugar apenas para o Carnaval. Essas festas são apreciadas não apenas pelos brasileiros, mas também por muitos visitantes que têm uma
oportunidade única de aprender e vivenciar uma ampla variedade de ritmos e trajes tradicionais brasileiros.
Decoração
Trajes coloridos e bandeiras de filó chamarão imediatamente a atenção dos visitantes e
participantes. Casais podem participar da quadrilha, uma variação local de uma dança tradicional da elite francesa do século XVIII conhecida como quadrille. Hoje em dia, os trajes são uma clara referência ao Brasil rural do século XX. Há muitos anos, era comum ver enormes bandeiras coloridas apresentando os três santos católicos mais populares comemorados em junho: Santo
Antônio, São João e São Pedro. Essas bandeiras eram imersas em água durante um evento conhecido como “lavagem dos santos”. A água restante era então aspergida sobre os participantes para sua purificação espiritual. Essas enormes bandeiras ainda são encontradas em algumas regiões do Brasil, mas foram em grande parte substituídas por bandeiras de filó coloridas que decoram praças e pátios.
Culinária
Essas festas também são uma ótima oportunidade para experimentar muitas comidas típicas do Brasil, a maioria feita de milho, incluindo pamonhas (um bolo cremoso de milho brasileiro, semelhante aos tamales mexicanos ou humitas chilenos) e canjica (uma papa de milho branco brasileira). Outro ingrediente comum para bolos e outras delícias é a mandioca, um tubérculo amidáceo muito popular na América do Sul. Outras comidas típicas incluem pé-de-moleque (doce de amendoim crocante) e cocada (um doce de coco à base de leite). A bebida mais típica dessa época do ano é o quentão, uma
bebida quente feita com vinho ou cachaça (destilado de cana-de-açúcar), a ser consumida bem quente.
História
De origem europeia, as Festas Juninas foram incorporadas há muito tempo ao calendário católico. Sob tradições folclóricas, o solstício de verão (o dia mais longo do ano) costumava ser celebrado junto com a estação de colheita. O Brasil decidiu manter a mesma data, mas como o país está no Hemisfério Sul, ela cai no solstício de inverno – ou a noite mais longa do ano. Há eventos específicos em honra aos principais santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. A celebração se tornou tão popular que foi estendida também ao mês de julho.
Eventos
As maiores Festas acontecem no Nordeste do Brasil. Uma das mais famosas é o Dia de São João em Campina Grande, no estado da Paraíba. As quadrilhas dançam ao som do forró, e os dançarinos usam trajes que nos lembram a vida no campo. Ao som de sanfonas, casais participam das celebrações e encenam um casamento fictício – de fato, um dos casais se veste como noiva e noivo caipiras. Um mestre de quadrilha lidera a dança entoando palavras e frases tradicionais.
Fonte: brazil.gov.br



