O Brasil assumiu a presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) por um mandato de um mês no início de outubro. Entre os principais temas a serem defendidos pelo país está a importância das instituições bilaterais, regionais e multilaterais para prevenir, resolver e mediar conflitos.
O chanceler brasileiro Mauro Vieira presidirá uma audiência sobre o tema em 20 de outubro.
“Este mês vamos trazer a ideia de que o Conselho de Segurança deve tratar de forma mais ampla dos instrumentos que as Nações Unidas, os países e as organizações regionais dispõem para prevenir conflitos, em vez de apenas lidar com eles depois que surgem, com o objetivo de intensificar a diplomacia bilateral, regional e multilateral para impedir que os conflitos eclodam”, explicou o Secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Cozendey, em entrevista à Agência Brasil.
Como exemplo, ele citou o Tratado de Tlatelolco, assinado em 1967 por 33 países latino-americanos e caribenhos para garantir a não proliferação de armas nucleares na região.
Outros temas, continuou ele, serão abordados ao longo do mês durante o mandato do Brasil como presidente do Conselho de Segurança: a possível missão para apoiar as forças de segurança no Haiti, a manutenção da missão da ONU que supervisiona as negociações de paz na Colômbia e, possivelmente, questões relativas à guerra entre Ucrânia e Rússia.
Source: Agência Brasil



