A Atualização da Perspectiva Econômica Regional para o Hemisfério Ocidental, publicada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), elevou suas previsões de crescimento para a América Latina e o Caribe para 1,2% em 2017 e 1,9% em 2018. Um ambiente externo favorável está ajudando a recuperação. A demanda global está se fortalecendo e condições financeiras globais fáceis — baixa volatilidade nos mercados globais e influxos de capital resilientes — estão impulsionando as condições financeiras domésticas.
Ao mesmo tempo, a inflação está moderando em muitos países à medida que os efeitos das depreciações anteriores das taxas de câmbio nos preços domésticos diminuem, algumas moedas se apreciam e o espaço econômico (a quantidade de mão de obra e capital que permanece ociosa) continua. A inflação no nível regional deve cair para 4,2% em 2017 (de seu pico de 6,2% em 2015) e permanecer em cerca de 3½% dali em diante.
Apesar dessa recuperação em curso, as perspectivas de forte crescimento de longo prazo na América Latina e no Caribe parecem mais sombrias. Nos próximos 3-5 anos, a América Latina deve crescer 1,7% em termos per capita. Essa taxa de crescimento é quase idêntica ao desempenho da região nos últimos 25 anos e apenas marginalmente melhor do que a das economias avançadas, levantando preocupações de que a região não está alcançando os níveis de renda dos países avançados.
Após entrar em território positivo na primeira metade de 2017, o crescimento no Brasil deve atingir 0,7% para o ano inteiro e 1,5% em 2018.



