Gal Costa, uma das maiores vozes da Música Popular Brasileira (MPB), morreu nesta quarta-feira, 9 de outubro, aos 77 anos. A causa da morte ainda não foi divulgada pela família da artista.
Gal foi uma das atrações do festival Primavera Sound, que aconteceu em São Paulo no último fim de semana, mas teve sua participação cancelada na última hora. Segundo sua equipe, ela precisava se recuperar de uma cirurgia para remoção de um nódulo na cavidade nasal direita. Ela ficaria fora dos palcos até o final de novembro, seguindo recomendações médicas.
Maria da Graça Costa Penna Burgos (nascida em 26 de setembro de 1945 em Salvador, Brasil), mais conhecida como Gal Costa, é uma popular cantora brasileira de MPB e guitarrista acústica, considerada por muitos a maior cantora feminina do Brasil de todos os tempos. Ela também é conhecida como a “Musa da Tropicália.”
Gal se tornou uma das principais cantoras do movimento contracultural Tropicália do Brasil durante o final dos anos 1960 e início dos 70, rapidamente conquistando o título de uma das melhores e mais aclamadas cantoras do Brasil, ao longo de uma carreira muito bem-sucedida com muitos sucessos e prestígio ao longo dos anos.
Durante a Tropicália, ela se tornou ativista política, entrando em conflito com o governo brasileiro quando a dissidência na música era censurada, e depois representando o movimento sozinha em seu país quando seus companheiros de Tropicália e amigos foram exilados para Londres devido à ditadura que acontecia na época.
O músico Caetano Veloso a apresentou a Gilberto Gil e Tom Zé em 1963 (e depois a Maria Bethânia), que conseguiram um contrato de gravação para ela em São Paulo para seu álbum de estreia Domingo com Caetano Veloso.
Pouco antes de gravar seu primeiro álbum, João Gilberto, o “Pai da Bossa Nova”, a conheceu, e após algumas horas ouvindo “Gracinha” (como ela era conhecida na época) cantar para ele enquanto tocava violão acústico, ele disse: “Gracinha, você é a maior cantora do Brasil”.
Nos anos seguintes, Gal provaria que ele estava certo com uma carreira frutífera e recompensadora, e com o incentivo do próprio João Gilberto, seu maior ídolo.
Gal gravou canções compostas por vários dos compositores mais populares do Brasil, como Antônio Carlos Jobim, Jorge Ben Jor, Chico Buarque, Rita Lee e especialmente seus amigos próximos Caetano Veloso e Gilberto Gil. Ela também integrou o supergupo Doces Bárbaros, ativo em 1976, 1994 e 2002.



