6 de junho de 2026Um Jornal Bilíngue
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Mortes no Rio de Janeiro Ganham Atenção Internacional

A operação lançada pelo governo do Rio de Janeiro na terça-feira (28) contra a facção Comando Vermelho teve repercussões internacionais devido às dezenas de mortes. Oficialmente, são 64 mortes – incluindo quatro policiais –, mas os números finais devem superar 100. Outros países e entidades internacionais também se pronunciaram contra o alto nível de letalidade.

A ONU (Organização das Nações Unidas) publicou um comunicado na noite de ontem em seu perfil no Twitter, escrevendo: “Brasil: Estamos horrorizados com a operação policial em curso nas favelas do Rio de Janeiro, que resultou, segundo relatos, na morte de mais de 60 pessoas, incluindo quatro policiais. Esta operação letal reforça a tendência de consequências extremamente fatais das ações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil. Lembramos às autoridades suas obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos e instamos que realizem investigações rápidas e eficazes.”

O jornal britânico The Guardian publicou uma matéria com o título: “Brasil: Pelo menos 64 mortos no dia mais violento do Rio de Janeiro em meio a operações policiais.”

A publicação escreveu em seguida: “A operação — a mais mortal da história do Rio — começou na madrugada e envolveu tiroteios intensos nas proximidades das favelas do Alemão e da Penha, lar de aproximadamente 300 mil pessoas.” Acrescentou: “Fotos aterrorizantes de alguns dos jovens mortos se espalharam pelas redes sociais.”

Tiroteios

O jornal espanhol El País, em sua reportagem sobre a operação, afirmou que “o Rio de Janeiro vive um período de caos colossal e tiroteios intensos devido a uma ação policial contra o crime organizado que já é a mais mortal da história da cidade brasileira.”

O Le Figaro, principal jornal francês, relata que há muita “controversia sobre a eficácia dessas operações policiais em grande escala no Rio de Janeiro; no entanto, elas são comuns na cidade.”

O New York Times chamou a ação policial de “a mais mortal da história do Rio, com quatro policiais mortos e pelo menos 60 pessoas mortas. Foi um ataque a ‘narcoterroristas’, disse o governador do estado.”

O jornal argentino Clarín reproduziu um post de um brasileiro e publicou em seu site: “Não é Gaza, é Rio”.

Espera-se que o número oficial de mortes suba nas próximas horas desta quarta-feira (29). Mais de 50 corpos já foram entregues às autoridades pela população local.

Fonte: brasil247.com


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