6 de junho de 2026Um Jornal Bilíngue
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PAISAGENS BRASILEIRAS – Exposição individual de Valdir Cruz

Há mais de quatro décadas, o fotógrafo Valdir Cruz explora e documenta a paisagem e as pessoas do Brasil. Assim como a famosa pintura de Gauguin, essas fotografias levantam questões fundamentais: De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?

Explorando e documentando a paisagem brasileira há mais de 40 anos, o fotógrafo Valdir Cruz apresentará em uma exposição individual em Nova York uma visão abrangente do poder da água e da grandeza da natureza. A exposição ocorrerá de 25 de maio a 10 de julho no Consulado-Geral do Brasil em Nova York (225 East 41st St). Uma cerimônia de abertura será realizada em 25 de maio às 18h.

O centro magnético do trabalho de Cruz é o estado do Paraná, no sul do Brasil, onde a vasta rede de afluentes e cachoeiras apaga as fronteiras entre Argentina, Brasil e Paraguai. Especialmente em Iguaçu, com suas cachoeiras gigantescas, tem-se a sensação da própria terra em constante movimento.

O compromisso do fotógrafo com a preservação dessa paisagem nasce de sua conexão pessoal com ela. Ele nasceu em Guarapuava, no estado do Paraná, e seu encontro artístico com a água é existencial. Suas cachoeiras têm uma densidade transparente, como uma nuvem. Essas fotografias resultam de decisões baseadas em um senso de forma, um compromisso em expandir as características do filme em preto e branco, e uma capacidade única de representar suas intuições sobre o mundo natural criando uma representação que tem sua própria presença impactante. As fotografias são imersivas — evocando um mundo exuberante, líquido e material.

A água nutre seu outro tema, as árvores e florestas do Brasil. Cruz explorou zonas ecológicas importantes, especialmente na região da Serra da Bodaquena, em Mato Grosso do Sul. De sua terra natal à bacia amazônica, ele viu as linhas de batalha entre a exploração humana da natureza e sua preservação. Mas sua fascinação pelas árvores alcança a profundidade da poesia. Cruz se deleita na intrincada estrutura, no caos das formas, no desordenamento vegetativo que é o mundo natural. Ele dirige seu olhar mais atento aos troncos e raízes das árvores mais altas. Como nas cachoeiras, sua câmera cria uma segunda natureza, com pontos de vista extremos e um senso exagerado de crescimento imponente. O instantâneo e o infinitamente lento, o microssegundo e a acumulação de éons que Cruz representa em suas duas séries fotográficas, unem-se ultimately em uma visão abrangente do processo natural. Como artista e ser humano, para Cruz a forma mais forte de defesa é reconhecer a profunda realidade do mundo natural. Esse encontro é também o lugar onde começa a compreensão de si mesmo.

Nos últimos vinte e sete anos, ele publicou onze livros de fotografia.

 

 


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