O Mondial du Fromage et des Produits Laitiers Tours, na França, concedeu ao Brasil 81 medalhas nesta edição. O país conquistou 17 ouros, 23 pratas e 41 bronzes. Na edição anterior, em 2021, a nação latino-americana ganhou 57 medalhas. A competição, realizada em setembro, ocorre a cada dois anos em Tours, no Vale do Loire.
No total, 1.640 tipos de queijo de vários países foram avaliados, dos quais 288 foram apresentados por 91 produtores brasileiros de 12 estados. Das 17 medalhas de ouro, dez foram para produtores de Minas Gerais.
Entre os queijos vencedores de ouro, a competição também selecionou os 12 melhores do mundo na categoria Super Gold. O único produto não europeu foi o Caprinus do Lago, que ficou em sétimo lugar, produzido por Fabrício Le Draper Vieira no Capril do Lago, em Valença, município da região sul do estado do Rio de Janeiro. A França conquistou 10 dessas medalhas, e a Suíça, uma.
O Caprinus do Lago é um queijo prensado semicurado feito de leite cru de cabra. “Ele leva um ano para ficar pronto. Temos que virá-lo e escová-lo todo dia. São necessários 17 litros de leite para fazer um quilo de queijo. Este queijo é produzido duas vezes por semana, mesmo levando um ano para ficar pronto. Fazemos um queijo de cinco quilos.”
Vieira diz que há mais de mil pessoas na fila para comprar o produto, acrescentando que o tempo de espera costuma durar um ano. “Não esperávamos tamanha repercussão.”
Source: Agência Brasil



