17 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

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Artista brasileiro Eduardo Kobra colore o prédio da ONU – The Brasilians

Nos últimos dias, o famoso muralista brasileiro Eduardo Kobra, 47 anos, trabalhou dia e noite para finalizar até 15 de setembro um novo mural medindo 45 ft x 78 ft (3606 sq ft) em uma das paredes externas da Sede das Nações Unidas, em Nova York. A parede está situada na E 42nd St & 1st Ave. Segundo Kobra, é a primeira vez que a ONU autoriza uma intervenção artística nas paredes externas de seu complexo em seus 70 anos de existência.

A inédita iniciativa de levar arte de rua à parede da ONU foi aprovada pelo Comitê da ONU, que reconheceu que a arte de Kobra “está em linha com os ideais das Nações Unidas”.

O mural chega em um momento muito importante. A septuagésima sétima sessão da Assembleia Geral ocorre de 13 a 27 de setembro sob o tema “Um momento de inflexão: soluções transformadoras para desafios interligados.” Representantes de 193 países, a maioria líderes mundiais, discutirão questões como reconstrução pós-Covid, a guerra na Ucrânia, sustentabilidade e direitos humanos.

“Depois de receber o convite, pesquisei o tema da Assembleia Geral e percebi que ele converge com questões que são cada vez mais parte do meu trabalho, especialmente sustentabilidade. Então, criei uma arte em que um pai entrega a Terra à sua filha, tentando contribuir para a reflexão sobre qual planeta queremos deixar para as próximas gerações”, explica o artista.

Nascido em 1975 em São Paulo, Brasil, Kobra se tornou um dos muralistas mais reconhecidos hoje, com obras em 5 continentes.

Desde os Jogos Olímpicos no Rio em 2016, ele detém o recorde do maior mural de graffiti do mundo – primeiro com ‘Etnias’, pintado para celebrar o evento, com 2.500 metros quadrados; marca superada por ele mesmo em 2017, com uma obra em homenagem ao chocolate que ocupa uma parede de 5.742 metros quadrados às margens da Rodovia Castello Branco, na Região Metropolitana de São Paulo. Uma de suas obras mais famosas é ‘O Beijo’, criada em 2012 na High Line em Nova York – apagada quatro anos depois. Trata-se de uma colorida reinterpretação da imagem feita pelo fotojornalista americano Alfred Eisenstaedt (1898-1995) em 13 de agosto de 1945, quando as pessoas saíram às ruas para celebrar o fim da Segunda Guerra Mundial.

Mas seu primeiro mural fora do Brasil foi em Lyon, França, em 2011. Na época, ele foi convidado para ilustrar uma parede em um bairro que passava por um processo de revitalização. Ele usou sua abordagem “Muros da Memória” para ajudar na apreciação histórica da região. Desde então, ele pintou em países como Espanha, Itália, Noruega, Inglaterra, Malawi, Índia, Japão, Emirados Árabes Unidos, além de várias cidades norte-americanas. Se você estiver em Nova York, não perca a oportunidade de ver a obra deste grande artista. O mural na sede da ONU ficará em exibição por cerca de 3 meses, até dezembro de 2022.


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