O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta quarta-feira (1º) uma operação com a participação de militares em alguns portos e aeroportos para combater o crime organizado.
O decreto autoriza uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) das Forças Armadas, a partir de segunda-feira (6). O objetivo é ajudar o Rio de Janeiro a combater uma crise de segurança pública. O decreto vigorará até maio de 2024.
Navios da Marinha monitorarão os portos de Itaguaí, Rio de Janeiro e Santos, em São Paulo. Haverá aumento de pessoal na Baía de Guanabara, Baía de Sepetiba e acesso marítimo ao Porto de Santos.
Equipes da Força Aérea ajudarão no controle do aeroporto Galeão, no Rio, e Guarulhos, em São Paulo. Soldados reforçarão a vigilância nas fronteiras de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná.
A Administração Lula escolheu essas áreas porque elas são pontos de entrada de drogas e armas para o crime organizado que atua no Rio de Janeiro e em São Paulo. No total, 3.700 militares serão mobilizados.
“A violência que temos assistido piorou e nós, portanto, decidimos que o governo federal deve participar ativamente com todo o potencial que tem para que possamos ajudar os governos locais e ajudar o próprio Brasil a se livrar do crime organizado, das facções, do tráfico de drogas e do tráfico de armas”, disse Lula em coletiva de imprensa após anunciar o decreto.
A mais recente onda de violência no Rio começou em 5 de outubro, quando assassinos mataram três médicos em um bar à beira-mar, confundindo um deles com um membro de uma milícia. As poderosas milícias da cidade surgiram na década de 1990 e eram originalmente compostas principalmente por ex-policiais, bombeiros e militares que queriam combater a falta de lei em seus bairros. Eles começaram a cobrar dos moradores por proteção e outros serviços, mas mais recentemente se voltaram para o tráfico de drogas eles mesmos.
Fonte: G1 e AP



