Uma pesquisa realizada pelo Governo Brasileiro mostra que o número de doadores de órgãos atingiu números recordes. Os dados foram coletados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e mostram que o país está vivendo o melhor cenário de doações em 20 anos.
Em 2016, foram realizados 25 mil transplantes, enquanto em 2017 esse número chegou a 27 mil. Os números mostram que, após alguns anos de queda e pequenos avanços, o número de transplantes está crescendo novamente.
Em relação à taxa de doadores efetivos – aqueles cujos órgãos foram transplantados para outras pessoas -, até 2017, esse indicador cresceu por sete trimestres consecutivos – algo não visto desde 2009, quando a ABTO começou a publicar relatórios trimestrais. Como resultado desse aumento, no último trimestre do ano passado, o país atingiu uma taxa de 16,6 doadores efetivos por milhão de pessoas (pmp).
Para o presidente da Aliança para a Doação de Órgãos e Tecidos (Adote), Rafael Paim, diversos fatores contribuíram para essa melhoria após anos vivendo em estado de alerta, com poucas doações.
Segundo Paim, um dos fatores mais importantes é o treinamento das equipes de transplante. Entre outras atividades, o treinamento ajudou a melhorar a forma como a possibilidade de doação era comunicada aos familiares do falecido.
Apesar dos avanços recentes, o trabalho está longe de terminar. No final do ano passado, mais de 32,4 mil pacientes adultos estavam na lista de espera por um órgão, além de mais mil crianças, que também aguardavam um transplante. A maioria deles (30 mil adultos e 785 crianças) esperava por rins ou córneas.
Source: BrazilGovNews



