18 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

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Brasil: Aliado Principal não-OTAN – The Brasilians

Brasil: Aliado Principal não-OTAN

“De acordo com a seção 517 da Lei de Assistência Externa de 1961, conforme emendada (22 U.S.C. 2321k), estou notificando minha intenção de designar o Brasil como um Aliado Principal não-OTAN.

Estou fazendo essa designação em reconhecimento aos recentes compromissos do Governo do Brasil para aumentar a cooperação em defesa com os Estados Unidos, e em reconhecimento ao nosso próprio interesse nacional em aprofundar nossa coordenação de defesa com o Brasil”, afirmou Trump.

Aliado principal não-OTAN (MNNA) é uma designação dada pelo governo dos Estados Unidos a aliados próximos que têm relações estratégicas de trabalho com as Forças Armadas dos EUA, mas não são membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Embora o status não inclua automaticamente um pacto de defesa mútua com os Estados Unidos, ele confere uma variedade de vantagens militares e financeiras que de outra forma não são acessíveis a países não-OTAN.

Os benefícios dessa nova designação para o Brasil incluem coordenação mais estreita em missões militares, a capacidade de abrigar estoques de reserva de guerra dos EUA, acesso acelerado a tecnologias sensíveis, colaboração em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de defesa, mais exercícios e treinamentos militares conjuntos e acesso preferencial à compra de equipamentos militares dos EUA.

O Brasil é o 18º país a receber essa designação.

Os seguintes países são designados como aliados principais não-OTAN: Afeganistão, Argentina, Austrália, Bahrein, Egito, Israel, Japão, Jordânia, Kuwait, Marrocos, Nova Zelândia, Paquistão, Filipinas, Coreia do Sul, Taiwan, Tailândia e Tunísia.

Trump também está avaliando a possibilidade de tornar o Brasil um membro da OTAN.

A OTAN teria que convidar o Brasil para aderir. Atualmente, a única nação latino-americana afiliada à OTAN é a Colômbia, que se tornou um dos “parceiros globais” da aliança, significando que não necessariamente teria que participar de ações militares.

A OTAN pode avaliar a possibilidade de outros países latino-americanos se unirem à Colômbia como parceiros da aliança, disse o secretário-geral Jens Stoltenberg.

“Até 2017, a OTAN não tinha parceiros na América Latina e, em 2017, conseguimos nosso primeiro parceiro, a Colômbia, e ser um parceiro próximo da OTAN é algo bom para a OTAN e para o país parceiro”, disse o líder da OTAN à Reuters.

“Então, claro, é possível considerar a possibilidade de outros países da América Latina se tornarem parceiros, o que fornece uma plataforma, um arcabouço para cooperação política e prática próxima”, afirmou ele.

A adesão à OTAN está atualmente limitada a países da Europa Ocidental, Turquia, Canadá e Estados Unidos, embora os países parceiros da OTAN incluam Austrália e Nova Zelândia, além dos não membros europeus Suécia e Finlândia.

“Parceiros não são membros. Mas são parceiros muito próximos. Trabalhamos muito de perto com eles, de forma prática e política, e isso é uma ótima maneira de fortalecer a cooperação com a OTAN e países que não são membros da aliança”, acrescentou Stoltenberg.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, ganhou o apelido de Trump dos Trópicos e tem buscado se alinhar de perto ao estilo e às políticas de Trump. O líder brasileiro ecoou a linha de ataque de Trump de “fake news” contra a imprensa, e seu slogan de campanha “Brazil First” também espelhava o “America First” de Trump.


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