6 de junho de 2026Um Jornal Bilíngue
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Com o agravamento das mudanças climáticas causadas pela ação humana no meio ambiente, os desastres ambientais e climáticos aumentaram em todo o mundo, como no caso do estado do Rio Grande do Sul, no Sul do Brasil.

O governo brasileiro identificou 1.942 cidades suscetíveis a desastres associados a deslizamentos e inundações — quase 35 por cento de todos os municípios do país.

“A maior frequência e intensidade de eventos de chuvas extremas têm criado um cenário desafiador para todos os países, especialmente para nações em desenvolvimento com grandes áreas territoriais, como o Brasil”, diz o estudo.

As áreas nas 1,9 mil cidades consideradas em risco abrigam mais de 8,9 milhões de brasileiros — seis por cento da população nacional.

A pesquisa de abril inclui mais critérios e novas bases de dados, o que elevou em 136 por cento o número de municípios considerados suscetíveis a desastres. Em 2012, o governo havia identificado 821 cidades em risco.

Comunidades empobrecidas

Os pobres são os mais propensos a sofrer com desastres ambientais no Brasil, aponta o estudo.

“A urbanização rápida e muitas vezes desordenada, bem como a segregação social e territorial, levaram as porções mais pobres da população a ocupar locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos e ameaças relacionadas. Essas áreas são geralmente habitadas por comunidades de baixa renda que não podem arcar com a adaptação ou recuperação dos impactos desses eventos, tornando-as mais vulneráveis a eles”, destaca o documento.

A pesquisa também identificou desastres ambientais no Brasil entre 1991 e 2022, quando foram registrados 23.611 eventos, 3.890 mortes e 8,2 milhões de pessoas desalojadas ou desabrigadas em consequência de inundações, enxurradas e deslizamentos.

Fonte: Agência Brasil 

 

 

 


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