17 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

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Amazonas: Um dos Estados Mais Isolados do Brasil – The Brasilians
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Amazonas: Um dos Estados Mais Isolados do Brasil

A vida na cidade pode ser estressante. Por que não passar uma semana desligando a mente em um dos últimos lugares isolados do mundo?

Amazonas, o maior estado do Brasil, situado na parte noroeste do país, tem 98% de seu território coberto pela Floresta Amazônica, a maior floresta tropical do mundo e de grande significância ecológica. Portanto, para os amantes do ecoturismo, este estado brasileiro é imperdível. A indústria de ecoturismo em rápido crescimento tem atraído cada vez mais visitantes para a região.

Mas o estado também é um rico ponto cultural. Manaus, a capital, tem uma bela arquitetura, com construções feitas com materiais finos herdados da Europa durante o ciclo da borracha na Amazônia, período que provocou grande expansão da colonização europeia na área, atraindo trabalhadores imigrantes, gerando riqueza, causando transformações culturais e sociais e, inevitavelmente, perturbando as sociedades indígenas.

Apesar de seu tamanho, Amazonas é um dos estados brasileiros menos povoados. Com apenas 2,23 habitantes por quilômetro quadrado, tem a segunda menor densidade populacional entre os estados brasileiros, atrás apenas de Roraima (que também fica no Norte). Há mais: Manaus só pode ser acessada por avião ou barco (carros devem entrar via Roraima). Dado esse cenário, pode-se imaginar os desafios que precisam ser superados para fornecer serviços públicos de qualidade ao grupo populacional mais isolado.

A culinária local é outro ponto alto. Ela é muito rica e variada e pode ser encontrada em muitas cidades amazônicas. Você pode experimentar a tapioquinha, uma panqueca glutinosa feita de fécula de mandioca, geralmente com manteiga e recheada com fruto do tucumã e queijo de fazenda. Ou o tacacá, uma sopa local amazônica. Ou a pamonha, feita de milho verde e leite de coco fervidos em palha de milho. Ou o bolo de macaxeira, um bolo glutinoso translúcido oleoso saboroso, mas pesado, feito de mandioca. Ou suco de cana, uma bebida favorita entre os locais. A região também é conhecida por suas frutas exóticas, como o cremoso cupuaçu branco e o açaí rico em ferro.

IMPERDÍVEL

Manaus

Manaus é conhecida como “Paris dos Trópicos”, devido à sua intensa modernização durante o ciclo da borracha. Destaca-se como a principal metrópole da região e é a entrada natural para a floresta. Barcos são o principal meio de transporte para os hotéis na selva, que permitem aos visitantes ver o “Encontro das Águas” (encontro das águas) do Rio Negro e Solimões, mergulhar com botos cor-de-rosa em Anavilhanas e visitar resorts à beira-mar como a Praia da Lua. Passeios em grandes rios ou riachos estreitos também proporcionam contato com comunidades ribeirinhas e a oportunidade de conhecer a influência indígena em sua essência.

Ecoturismo

Em Amazonas, a exuberância da floresta tropical, associada ao clima quente e úmido, é responsável pela maior biodiversidade da Terra. Estima-se que a região amazônica abrigue cerca de 2,5 milhões de espécies de insetos, milhares de espécies de plantas, aproximadamente 2 mil espécies de peixes, cerca de 950 espécies de aves e algumas 200 espécies de mamíferos. Chove muito de dezembro a maio, embelezando as cachoeiras da cidade. Para o resto do ano, quando há menos chuva, formam-se praias fluviais no Rio Negro. O estado também abriga o segundo maior rio do mundo, o Rio Amazonas. Ele nasce no sul do Peru e atravessa quase toda a região Norte do Brasil antes de desaguar no Oceano Atlântico.

O ecoturismo é a grande atração dos passeios pela Amazônia. Os tours mais procurados incluem a Reserva de Mamirauá e Humaitá, onde a maior atração é a pesca esportiva no Rio Roosevelt. Os passeios incluem passeios de barco, pernoite em lodges na floresta e caminhadas na mata. A maioria dos tours conta com um guia especializado.

Animais da Amazônia em Perigo

O ecoturismo na Amazônia é ótimo para a economia local, mas quando feito com consciência e respeito à vida selvagem. Um estudo recente feito pelas organizações internacionais de caridade World Animal Protection revelou que animais são retirados da natureza, muitas vezes ilegalmente, e usados por operadores de turismo irresponsáveis que exploram e ferem cruelmente a vida selvagem para entreter e fornecer oportunidades de fotos prejudiciais para turistas.

À vista do público e nos bastidores, investigadores descobriram evidências de crueldade infligida a animais selvagens, incluindo:

• Preguiças capturadas da natureza, amarradas em árvores com corda, não sobrevivendo por mais de seis meses
• Aves como tucanos com abscessos graves nos pés
• Sucuris-verdes feridas e desidratadas
• Jacarés restritos com elásticos ao redor das mandíbulas
• Um ocelote (um tipo de gato selvagem) mantido em uma pequena gaiola vazia
• Um peixe-boi mantido em um tanque minúsculo no pátio de um hotel local
• Um tamanduá-bandeira, maltratado e espancado por seu dono

“A febre do selfie com vida selvagem é um fenômeno mundial impulsionado por turistas, muitos dos quais desconhecem as condições abhorrentes e o tratamento terrível que os animais selvagens podem sofrer para fornecer aquela foto de lembrança especial”, disse Steve McIvor, CEO da World Animal Protection.

Para enfrentar o problema, a World Animal Protection está pedindo aos governos relevantes que apliquem leis de proteção aos animais selvagens e garantam que empresas de viagem e indivíduos que exploram animais selvagens para turismo na Amazônia cumpram as leis existentes.

A organização também está lançando um Código de Selfie com Vida Selvagem para turistas aprenderem a tirar uma foto com animais selvagens sem alimentar a indústria cruel de entretenimento com vida selvagem.

Assim, se você planeja fazer ecoturismo na Amazônia, procure guias e operadores de turismo com boas credenciais e tire seu selfie, mas sempre respeitando a vida selvagem.

Fontes: Encyclopedia Britannica, www.visitbrasil.gov


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