Após sobreviver a anos de turbulência econômica, a América Latina está gradualmente se livrando de sua dependência de forças externas, como os preços globais de commodities e petróleo. A estabilização dos mercados de commodities coincidiu com o aumento do consumismo na América Latina, juntamente com o crescimento acelerado de economias como Peru e Chile. Na próxima década, o continente testemunhará um enorme crescimento na inclusão digital, urbanização, classes média e abastada, e as cidades terão uma contribuição significativa para o bolo econômico. Além disso, a razão de dependência em declínio, o avanço da capacidade de energia renovável e a alta adoção de modelos de negócios disruptivos como os modelos de compartilhamento restaurarão o status da América Latina como um “continente de próxima geração”.
Este é o achado de um estudo realizado pela Frost & Sullivan, uma firma de consultoria.
A América Latina tem uma vantagem demográfica significativa sobre regiões como Oriente Médio, África e Europa emergente, e desempenhará um papel chave na atração de investimentos globais até 2025.
“Um acelerador significativo da economia é o nível crescente de conectividade móvel, disponibilidade e penetração, tornando a América Latina a segunda região de crescimento mais rápido globalmente em termos de número de linhas de telefone móvel”, disse Renato Pasquini (foto), Diretor de Consultoria e Pesquisa em Transformação Digital da Frost & Sullivan. “Essa conectividade aprimorada e a relevância da Internet das Coisas criarão oportunidades para pequenas e médias empresas, bem como para verticais como e-commerce, fábricas inteligentes, saúde digital e governança digital”, acrescentou Malabika Mandal, Analista Sênior de Pesquisa em Inovação Visionária da Frost & Sullivan.
O renascimento econômico da América Latina não é apenas resultado do crescimento estável das economias emergentes e do forte setor de serviços da região, mas também dos investimentos substanciais da China.
Em resumo, o mercado de commodities em baixa prolongada, a conectividade móvel ubíqua, uma classe média em expansão e os investimentos da China poderiam tornar a América Latina uma economia de US$ 7,3 trilhões até 2025, de acordo com o estudo.



