Em mais um passo para o acolhimento de imigrantes venezuelanos no país, o governo brasileiro iniciou o processo de assentamento desses imigrantes nas cidades de São Paulo e Cuiabá. Inicialmente, 300 imigrantes foram acomodados, incluindo 80 famílias, que optaram por deixar seu ponto de entrada em Boa Vista (Roraima).
São Paulo recebeu imigrantes solteiros, enquanto Cuiabá está preparada para receber famílias. Os venezuelanos que escolheram ser assentados já receberam status de refugiados ou residentes temporários, passaram por

exames médicos e tomaram as vacinas indicadas pelo Ministério da Saúde (febre amarela, sarampo e difteria). O governo federal atua em parceria com os municípios envolvidos e também com as Nações Unidas).
Monitoramento
De acordo com a subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil da Presidência da República, Natalia Marcassa de Souza, os imigrantes foram transportados em aeronave da Força Aérea Brasileira e acompanhados durante todo o processo até os abrigos, onde receberam suporte para se integrarem à sociedade brasileira e ao mercado de trabalho.
“Antes de serem assentados, eles recebem muita orientação, inclusive sobre a cidade em que estão, para entenderem melhor as coisas. A ideia é que fiquem por três meses nesse abrigo inicial”, explica ela. Enquanto estiverem no abrigo, terão contato com a língua portuguesa e receberão formação profissional, enquanto as crianças serão matriculadas em escolas públicas brasileiras.
Duas outras cidades, Manaus e Campinas (SP), manifestaram interesse em participar do programa para receber venezuelanos atualmente em Boa Vista, que recebeu cerca de 38 mil imigrantes nos últimos dois anos, aumentando a população local em quase 10%. “O Brasil não fecha suas fronteiras. Temos vários acordos internacionais e humanitários. O Brasil é um país receptivo e, na medida de nossas
possibilidades, trataremos isso como assistência humanitária”, reforçou Souza.
Outras ações
Além do assentamento desses imigrantes, o governo já acolhe imigrantes com abrigos em Boa Vista, oferecendo-lhes alimentação, acesso à saúde e documentação. No último mês, o Ministério da Justiça publicou uma portaria que agilizou a regularização do status desses imigrantes no país, facilitando a obtenção de permissão de residência e a solicitação de visto temporário.
Outro abrigo, com capacidade para abrigar e alimentar 220 imigrantes, foi aberto em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em março. As Forças Armadas têm recebido e distribuído refeições para mais de 1.200 venezuelanos em quatro abrigos. Um quinto está em construção atualmente, também em Boa Vista.
Fonte: www.brazilgovnews.gov.br



