No Brasil, o secretário Kerry avançou o Grupo de Trabalho sobre Mudanças Climáticas EUA-Brasil, relançado pelos presidentes Biden e Lula durante sua reunião em 10 de fevereiro. Ele se reuniu com altos funcionários do governo, representantes do Congresso e líderes da sociedade civil e discutiu oportunidades para o Brasil e os Estados Unidos colaborarem no combate à crise climática, na interrupção e reversão do desmatamento, no avanço da transição para energia limpa e na construção de uma bioeconomia forte.
De acordo com o vice-presidente Geraldo Alckmin, os Estados Unidos se comprometem a levantar recursos substanciais para o Fundo Amazônia, embora os americanos ainda não tenham definido um valor a ser doado.
As declarações foram feitas após uma reunião entre Alckmin e o enviado especial dos EUA para o clima, John Kerry, no Palácio do Itamaraty, que contou também com a presença da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, outros representantes do governo brasileiro e dos Estados Unidos.
“O enviado John Kerry não definiu um valor, mas afirmou que trabalhará em conjunto com o governo, com o Congresso norte-americano e com o setor privado para ter recursos substanciais, não só no Fundo Amazônia, mas também em outras cooperações”, disse Alckmin após a reunião.
A intenção dos EUA de contribuir para o Fundo Amazônia, recentemente reativado pelo governo brasileiro, foi anunciada em fevereiro, durante a visita do presidente brasileiro aos EUA.
A embaixadora dos EUA no Brasil, Elizabeth Bagley, disse este mês que o valor a ser doado ao Fundo Amazônia ainda está sendo definido pelo governo e pelo Congresso dos EUA.
Fundo Amazônia
O Fundo Amazônia visa financiar projetos para reduzir o desmatamento e monitorar o bioma. O mecanismo de financiamento havia sido desativado no governo anterior e agora foi reativado em cumprimento a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). O fundo atualmente tem R$ 5,4 bilhões, dos quais R$ 1,8 bilhão já foram contratados, e há 14 projetos do edital de 2018 aptos para aprovação.
Criado em 2008, o fundo recebe doações de instituições e governos internacionais para financiar ações de prevenção e combate ao desmatamento na Amazônia Legal. Em 2019, Alemanha e Noruega suspenderam transferências para novos projetos após o governo brasileiro, sob a gestão de Jair Bolsonaro, apresentar sugestões para alterar a aplicação dos recursos e extinguir colegiados para gerir o dinheiro.
Fonte: Agência Brasil



