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Documentário Mostra Experiência de Fotojornalista Brasileiro em Áreas de Conflito – The Brasilians

Documentário Mostra Experiência de Fotojornalista Brasileiro em Áreas de Conflito

O fotojornalista brasileiro Joel Silva perdeu o nascimento de seu filho. Há 24 anos, quando ele nasceu, Joel estava trabalhando em uma floresta colombiana, documentando um acampamento guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). “Eu não compareci ao nascimento do meu filho. Parei de participar de várias ocasiões da minha vida pessoal para me dedicar à minha vida profissional”, disse ele à Agência Brasil.

Joel Silva é fotógrafo há 29 anos. Grande parte de sua carreira foi dedicada ao jornal Folha de S.Paulo. Foi lá que ele começou a cobrir grandes conflitos em vários países.

Algumas de suas fotos desse período ultrapassaram fronteiras e viraram capa dos principais jornais do mundo, como uma bomba lançada pelo regime de Muammar Gaddafi contra os rebeldes na Líbia. “Fotografei a guerrilha colombiana em 2000, depois cobri o golpe militar em Honduras, a ocupação do Morro do Alemão [no Rio de Janeiro], os conflitos na África, o massacre no Cairo (Egito), a Primavera Árabe na Líbia e a Faixa de Gaza”, exemplificou.

Em uma dessas coberturas, ele quase levou um tiro na cabeça: “Eu estava cobrindo o massacre, a revolta dos manifestantes no Cairo, quando um tiro acertou o concreto e ricocheteou na minha testa. Graças a Deus, foi só um arranhão. E eu continuei cobrindo, não parei.”

As diversas e impactantes fotos e vídeos que ele produziu durante esse período agora foram reunidos em um documentário que ele mesmo produziu e que foi lançado em fevereiro para relatar como é ser correspondente em áreas de conflito. Chamado “All the Wars I Saw” (“Todas as Guerras que eu Vi”), o documentário pode ser assistido gratuitamente no YouTube e é baseado em um livro que ele escreveu, “Uma Fresta de Luz no Porão da Sociedade”.

“Quando pensei no documentário, pensei em deixar um documento da minha experiência no jornalismo, especialmente para os meus filhos. Quero deixar essa experiência para eles e para essa geração de jornalistas, fotógrafos e repórteres que precisam de uma referência. Acho que isso é um documento histórico”, disse ele.

Fonte: Agência Brasil 


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