As quadrilhas juninas, uma das expressões culturais mais tradicionais e representativas do Brasil, agora se juntam às escolas de samba, ao forró e às próprias festas juninas como ícones celebrados do patrimônio cultural nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura Margareth Menezes oficializaram a medida ao sancionar a Lei nº 14.900, publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (24).
• ORIGEM – As quadrilhas juninas originaram-se como danças de salão europeias, trazidas ao Brasil pela corte portuguesa no início dos anos 1800. As quadrilhas surgiram pela primeira vez em Paris no século XVIII como danças de salão, executadas por quatro casais. Tais apresentações faziam parte da cultura da elite europeia e chegaram ao Brasil durante o período Regencial (por volta de 1830), tornando-se rapidamente uma febre entre a aristocracia.
Da corte no Rio de Janeiro, essa dança se espalhou para espaços mais populares, onde incorporou elementos culturais, religiosos e folclóricos nacionais. Ao se adaptar cada vez mais aos gostos nacionais, a dança aumentou o número de participantes e abandonou os passos e ritmos franceses. Ao longo dos anos, incorporou canções tradicionais e a encenação humorística de uma cerimônia de casamento rural como parte da apresentação.
• RECORDE – As quadrilhas juninas brasileiras ganharam significativo reconhecimento social, econômico e turístico em diversas cidades, particularmente no Nordeste brasileiro. Este ano, em 13 de junho, a cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba — famosa por suas impressionantes festas juninas em honra a São João —, quebrou pela 10ª vez seu próprio recorde de maior número de pessoas dançando simultaneamente: 1.280 casais.
Fonte: GOV.BR



