Um beliche de cimento, um chuveiro, um chuveiro de água fria e um buraco no chão como vaso sanitário. Esta é uma cela na prisão de Bangu 9, no humilde bairro do Rio de Janeiro. Eike Batista (60), o empresário brasileiro que se tornou o sétimo homem mais rico do mundo, com uma fortuna de cerca de 28 milhões de euros há pouco mais de cinco anos, agora está preso por suborno a políticos.
“Vou responder à Justiça, pois é meu dever”, disse Batista à Globo TV no aeroporto John F. Kennedy, antes de partir para o Rio de Janeiro, onde foi preso assim que pousou. “É hora de ajudar a limpar as coisas.”
Batista é acusado de participar de um vasto esquema de corrupção. Especificamente, Batista supostamente pagou US$ 16,5 milhões ao ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que está preso desde novembro, acusado de comandar uma quadrilha de corrupção.
Até cinco anos atrás, Batista tinha uma fortuna líquida que excedia US$ 30 bilhões. Isso o tornava o sétimo homem mais rico do mundo e o mais rico do Brasil, segundo a revista Forbes. Ele controlava o Grupo EBX, um grande conglomerado com negócios em construção naval, mineração, indústria do petróleo e logística. Mais tarde, sua empresa sofreu uma debacle. Ele perdeu mais de US$ 27 bilhões depois disso. A Bloomberg relatou em janeiro de 2014 que Batista “tem uma fortuna líquida negativa”. A Forbes e a Folha de S. Paulo citaram Batista em setembro de 2014 afirmando que sua fortuna líquida negativa era de – US$ 1 bilhão.
A prisão de Batista faz parte de uma ampla investigação sobre corrupção na estatal de petróleo Petrobrás, conhecida como Operação Lava Jato, que implicou muitos dos principais empresários e políticos do país.



