
Geração após geração, o café não é apenas parte do dia a dia dos brasileiros, mas também uma parte essencial de sua história e economia.
Após o almoço, o jantar, em uma reunião de negócios ou até esperando para ser atendido pelo gerente do banco, tomar um “cafézinho” (pequeno café) faz parte de uma grande tradição no Brasil.
Beber café é uma forma de relaxar, celebrar, fazer negócios, encontrar amigos e sinônimo de “bem-vindo”. Onde quer que você vá, alguém certamente perguntará: “gostaria de um cafezinho?”. Eles geralmente não aceitam um não como resposta.
Uma xícara de cafezinho é um pequeno, intenso e, acima de tudo, muito doce gole de café preto puro. Os bares e lojas mais modestos em todos os cantos do país servem cafézinho. Às vezes, vem em um copinho de plástico pequeno e, em locais mais sofisticados, em uma xícara de vidro ou porcelana elegante. No café da manhã, é frequentemente consumido com leite, o famoso “café com leite” (café com leite). Mas, em geral, os brasileiros não fazem variações de café como lattes gelados ou frappuccinos. O café no Brasil é mantido simples e descomplicado.
História
O café não é apenas uma velha tradição no Brasil seguida por gerações e gerações, mas também uma parte essencial de sua história.
A planta, originária da Etiópia, foi trazida pela primeira vez ao país por colonos franceses que se estabeleceram no estado do Pará no início do século XVIII. Prosperando nas condições ideais proporcionadas pelo clima, os campos de café se espalharam do Norte do Brasil pelo país, concentrando-se nas áreas ao longo da costa. Durante esse período, as plantações de açúcar representavam a principal atividade econômica do país e o café era meramente um luxo.
No entanto, por volta de 1820, o café representava o produto mais exportado do Brasil. A produção atingiu o pico quando as plantações de café alcançaram os solos férteis do Vale do Paraíba – uma região que faz parte dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.
No século XIX, o café brasileiro era o principal produto de exportação, abastecendo os mercados europeu e americano. Em 1840, o Brasil se tornou o maior exportador de café do mundo. O país foi grandemente enriquecido por isso e uma nova sociedade foi formada, governada pelos chamados “barões do café”, os ricos proprietários das plantações do grão.
Esses “barões do café” não detinham apenas o poder econômico no Brasil, mas também exerciam significativo poder político, contribuindo primeiro para a Proclamação da República e depois influenciando fortemente e até determinando a direção das eleições dos futuros presidentes do país.
Mas a indústria passou por períodos de altos e baixos. Ela dependia quase inteiramente do trabalho de escravos. Assim, após a abolição da escravatura em 1888, a indústria de produção de café quase colapsou. Uma solução para a falta de mão de obra foi logo encontrada com programas governamentais que incentivaram imigrantes europeus a trabalhar nos campos de café brasileiros.
Maior Exportador
O Brasil é o maior produtor de café do mundo e controla mais de 30% da produção internacional. A colheita de café pode atingir 47,51 milhões de sacas de 60 kg este ano. Se o valor for confirmado, o país terá representado 31,3% da produção global. Em 2016, as exportações de café brasileiro somaram aproximadamente US$ 5,4 bilhões ou 6,4% das exportações totais de agronegócios do Brasil para o ano (de US$ 84,9 bilhões). Se esse valor for de fato alcançado, a receita bruta com café será de cerca de R$ 22,2 bilhões. O desempenho reflete em parte o tamanho da área plantada de café no país, que totalizou 2,23 milhões de hectares este ano.
Investimentos em tecnologia também ajudaram a impulsionar a colheita. “Esse resultado se deve principalmente à recuperação da produtividade nos estados da Bahia e Rondônia, bem como ao uso mais difundido de tecnologias como o plantio de café clonal e grandes investimentos em lavouras”, disse a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em comunicado divulgado recentemente.
Os seis estados brasileiros com a maior área de café são Minas Gerais (1,22 milhão de hectares); Espírito Santo (433 mil hectares); São Paulo (216 mil hectares); Bahia (171 mil hectares); Rondônia (95 mil hectares); e Paraná (49 mil hectares).
Os principais continentes que importaram café brasileiro no último ano: Europa, com 18,42 milhões de sacas; América do Norte, com 7,60 milhões; Ásia, com 5,95 milhões; e América do Sul, com 1,17 milhão. África, Oceania e América Central juntas foram responsáveis pela importação de cerca de 860 mil sacas de café do Brasil em 2016.
O Que Você Precisa Saber
• Cafézinho vs Espresso: Não confunda “cafézinho” com espresso, sim, ambos são cafés pequenos, mas são feitos de forma diferente. Se quiser um espresso, peça um.
• Café com leite: Se preferir leite no seu café, peça “café com leite”.
• Cappuccino: A maioria dos cafés e restaurantes serve cappuccino como esperamos um cappuccino. Alguns lugares, no entanto, especialmente nas grandes cidades, adicionam chocolate ao cappuccino, então você pode ter uma pequena surpresa doce.
Fatos Curiosos Sobre o Café:
1. O café é uma fruta. Na verdade, é uma cereja.
2. De todas as bebidas consumidas no café da manhã, 65% contêm café.
3. A Coca-Cola é considerada o produto mais vendido no mundo. No entanto, enquanto 1,6 bilhão de Coca-Colas são consumidas todos os dias, 1,7 bilhão de cafés também são consumidos.
4. O café é o segundo produto primário mais vendido no mundo, logo após o petróleo.
5. No século XVIII, beber café em excesso era considerado um grande problema social.
6. Homens revelam que bebem café pelos benefícios no trabalho, enquanto mulheres dizem que o tomam apenas para relaxar.
7. O café é mais do que apenas uma bebida. Pode ser usado como fertilizante.
Fonte: Brazilgovnews.com.br, Associação Brasileira da Indústria do Café & Littlegate Publishing



