Vinte e três das principais empresas globais de alimentos sinalizaram que estão “comprometidas em deter a perda de florestas associada à produção de commodities agrícolas” em um dos ecossistemas mais vitais do mundo, a savana do Cerrado brasileiro. Em um evento organizado pela The Prince of Wales’s International Sustainability Unit e pela Unilever, as empresas expressaram apoio aos objetivos definidos no Cerrado Manifesto, um chamado à ação para a eliminação do desmatamento e da conversão de vegetação nativa no Cerrado.
Cobrir mais de um quarto da área territorial do Brasil, o Cerrado abriga milhares de espécies de plantas e animais, e milhões de pessoas, incluindo diversas comunidades indígenas. Em 2015, produziu 45 milhões de toneladas métricas de soja e 74 milhões de cabeças de gado. Ao mesmo tempo, no entanto, está sendo desmatado mais rapidamente que a Amazônia.
Infelizmente, cerca de metade da vegetação natural do Cerrado já foi perdida, e outros 15 milhões de hectares estão projetados para serem desmatados nas próximas décadas. A cada ano, o desmatamento no Cerrado é responsável por uma estimativa de 250 milhões de toneladas métricas de emissões de dióxido de carbono, equivalente às emissões anuais de 53 milhões de carros. Isso contribui para o aumento das temperaturas, redução das chuvas, secas prolongadas e incêndios mais frequentes, e comprime a vida selvagem em espaços cada vez menores, incluindo onças-pintadas, tamanduás-bandeira, lobos-guará e guaribas.



