Leonardo adorava Moscou pela sua alta energia. “Moscou está a todo vapor 24/7”, disse ele. “Há uma infinidade de oportunidades aqui para qualquer um. Todo mundo encontra algo de seu agrado em Moscou.” Leonardo acredita que sua nativa São Paulo, a metrópole mais densamente povoada do Hemisfério Ocidental, não se compara a Moscou em termos de segurança pessoal. “Moscou é bem segura. Eu daria 8 em uma escala de 10 para segurança. Você vê pessoas de origens étnicas muito diversas no Metrô. Isso é legal.”
O lado negativo da vida na Rússia – e é um grande negativo, segundo Leo – é que “o inverno é tão frio e tão longo. Este inverno não é para fracos.”
“Quando nos mudamos para cá pela primeira vez”, recorda Leo, “Yana (sua russa
esposa) insistia constantemente para sairmos juntos quando nevava. Eu recusava e implorava para ela ficar em casa comigo. Eu temia congelar e ficar doente.” “Eventualmente, ela me ensinou a me vestir direito para o inverno russo: um chapéu quente, cachecol quente e todo o resto do pacote…”
O clima e a barreira da língua foram os dois maiores desafios para Leo na Rússia. Mas ele superou completamente a barreira da língua. Seu russo é bem bom para alguém com apenas dois anos de prática. “Eu realmente queria poder me comunicar em russo com a família da minha esposa. Em um ano ou 18 meses a partir de agora, acho que meu russo será bom o suficiente para falar de política”, gaba-se Leo.
A relação de Leo com a comida russa está em fase de adaptação. Há pratos dos quais ele desenvolveu gosto, e outros que ainda o deixam indeciso. “Não gosto de carne em gelatina, arenque, qualquer peixe salgado ou pepinos em conserva”, confessa Leo. “Por outro lado, pratos de carne, como o estrogonofe de carne, são bem legais. Shawarma é boa, eu como o tempo todo. Em Portugal chamam de kebab. Todas as culinárias do mundo estão representadas em Moscou, então há algo bom para todo mundo comer.”
Como qualquer brasileiro, o futebol corre nas veias de Leo. “No Brasil, eu jogava futebol com qualquer coisa que aparecesse: laranjas, bolas de papel, meias enroladas…” recorda Leo com saudade.
Quando era criança, Leo era torcedor do Santos, como seu pai. Mais tarde, a maioria de seus amigos era do Corinthians, e Leo se converteu. “Meu pai entendeu. Ele nunca guardou rancor”, disse ele.
Agora, Leo joga futebol pelo Brasil toda quarta-feira e domingo. Ele encontrou alguns compatriotas em Moscou que, como ele, precisam ter futebol na vida. Eles formam uma seleção nacional agora – a seleção dos brasileiros expatriados em Moscou.
Às vezes, Leo sente essa sensação… É do tipo que os russos chamam de nostalgia. Leo descreve sua saudade como lúcida e quente. “Senti falta do mar e das praias de areia no início. Você vê essas pessoas carrancudas na rua e percebe que, se estivesse um pouco mais quente, todos ficariam alegres” reflete Leo.
Fonte: www.welcome2018.com e Crédito das fotos: www.welcome2018.com



