Uma das certezas sobre o futuro da humanidade é que ela continuará a crescer. A ONU estima que haverá 9,5 bilhões de pessoas no planeta até 2050. Como vamos alimentar todas essas pessoas? Qualquer que seja a resposta, há outra certeza: o Brasil desempenhará um papel crucial nesse esforço global.
“A demanda crescente por alimentos é inexorável, e poucos países são capazes de lidar com ela. O Brasil provavelmente está na melhor posição para enfrentar esse desafio”, disse Roberto Jaguaribe, presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Jaguaribe foi um dos membros do painel sobre “Alimentar o mundo: oportunidades de investimento no contexto da indústria 4.0”, realizado no Brasil Investment Forum 2018, em São Paulo.
Com apenas 7,8% de seu território ocupado pela agricultura, o país pode expandir grandemente a produção agrícola apenas utilizando áreas de pastagem degradadas – e aumentando a produtividade nas áreas atualmente utilizadas com melhores tecnologias. Outra vantagem competitiva é o fato de o Brasil deter 14% das reservas mundiais de água doce.
O Brasil é um país chave, por exemplo, para a empresa farmacêutica e química alemã Bayer, para a qual o agronegócio é um mercado chave. E isso não é apenas por causa da vasta oferta de terra e água. “Temos uma força de trabalho muito qualificada aqui na agricultura”, disse Besaliel Botelho, presidente da empresa para a América Latina.
Os esforços de capacitação do Brasil também estão se expandindo além do mercado doméstico. “Até o final do ano, vamos aumentar o número de adidos brasileiros especializados em agronegócio. Além de exportar alimentos, o país também precisa trabalhar mais de perto com nossos parceiros comerciais, para ter um melhor pós-venda”, disse o ministro da Agricultura Blairo Maggi.
Fonte: BrazilGovNews



