18 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

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Nem Tudo Será Perdido – The Brasilians

Nem Tudo Será Perdido

A Missão Diplomática dos EUA no Brasil, a Comissão Fulbright e a Instituição Smithsonian anunciaram um programa de intercâmbio de emergência para 14 pesquisadores cujas pesquisas foram interrompidas pelo incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro, em setembro passado. Em 2019, eles viajarão aos Estados Unidos para concluir seus experimentos em museus da Instituição Smithsonian – o maior complexo museológico, educacional e de pesquisa do mundo – durante períodos de aproximadamente 30 dias.

Os 14 pesquisadores selecionados tiveram documentos, espécimes e outros itens essenciais para suas pesquisas destruídos pelo incêndio, tornando impossível a conclusão de seus experimentos e projetos de pesquisa. Suas áreas de pesquisa são diversas e incluem, entre outras, línguas indígenas, etnologia, carcinologia, aracnologia e paleontologia de vertebrados.

O acordo foi celebrado em uma cerimônia no Auditório Macaco Tião, no Zoológico do Rio, com a participação do Oficial de Assuntos Públicos do Consulado dos EUA no Rio Viraj Lebailly, do Diretor do Museu Nacional Alexander Kellner, do Superintendente de Pesquisa da Universidade Federal do Rio de Janeiro Marcelo Byrro, do Diretor Executivo da Comissão Fulbright Luiz Valcov Loureiro e da Pesquisadora da Instituição Smithsonian C. David de Santana.

 

Um incêndio devastador destruiu o Museu Nacional do Brasil, com 200 anos de história, no Rio de Janeiro, em 3 de setembro de 2018. O fogo, que se espalhou rapidamente por todo o prédio, começou após o fechamento do local para o dia. Não houve vítimas.

Mais de 20 milhões de achados arqueológicos e históricos foram destruídos nas chamas. Aqui estão algumas das peças preciosas e insubstituíveis que foram perdidas:

Maxakalisaurus Topai

Uma das peças de dinossauro mais preciosas era o Maxakalisaurus Topai, que era uma das principais atrações do museu, com sua própria sala de exposição dedicada.

Encontrado na região de Minas Gerais em 1998, era o maior esqueleto de um dinossauro desse tamanho no país.

O herbívoro, que viveu há cerca de 80 milhões de anos, pesava 9 toneladas e media 13 metros de comprimento.

Restos Mummificados

A coleção do museu incluía um raro exemplo de restos mummificados encontrados na província brasileira de Goianá, datados de 600 anos antes da chegada dos europeus. As múmias de uma mulher e duas crianças foram doadas ao Imperador Dom Pedro II, o segundo e último monarca do Império do Brasil.

Arqueologia Clássica

O museu possuía uma coleção de 750 itens gregos, etruscos e romanos. Era considerada a maior coleção de arqueologia clássica na América Latina.

Artefatos Étnicos da Amazônia

O museu também abrigava uma importante coleção de arte étnica da região da Amazônia e do centro do Brasil.

Obras de Arte Pré-Colombianas

A coleção abrangia peças de civilizações andinas, incluindo os incas, chancay e nazca. A coleção apresentava têxteis e cerâmicas ilustrativas, que forneciam insights sobre comportamentos de manufatura e comércio.

A Biblioteca Científica

Além dos inúmeros artefatos preciosos, o museu também abrigava uma substancial biblioteca científica que continha quase 500.000 livros, documentos e artigos.


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