Em dezembro de 2018, o Instituto Butantan do Brasil assinou um acordo de transferência de tecnologia com a empresa farmacêutica norte-americana Merck Sharp and Dhome (MSD) para ajudar o instituto brasileiro a desenvolver e exportar uma vacina contra a dengue.
O acordo inclui US$ 25 milhões pagos adiantados, o que torna a transação a maior de seu tipo na história da indústria farmacêutica brasileira. O instituto, vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, também poderá receber até US$ 101 milhões, destinados à pesquisa e produção da vacina.
Uma quantia de R$ 120 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) permitiu ao Instituto Butantan desenvolver a

vacina contra a dengue — atualmente em sua terceira fase de pesquisa clínica, ou seja, testes em humanos. Esta é a última fase antes do pedido de registro. Os recursos do BNDES também permitiram ao instituto criar um método inovador de liofilização, com patentes concedidas em vários países.
O processo transforma a vacina em pó, a ser reconstituída antes da aplicação, reduzindo custos de armazenamento e facilitando o transporte, para que mais pessoas possam ser atendidas, especialmente aquelas que vivem mais longe.
O contrato com o Instituto Butantan estipula a transferência de cinco por cento das receitas decorrentes do acordo, incluindo a comercialização da vacina a ser desenvolvida pela MSD no exterior. Por outro lado, a vacina poderá ser disponibilizada gratuitamente aos brasileiros em hospitais públicos graças aos seus direitos de exclusividade no Brasil.



