O presidente brasileiro Jair Bolsonaro entregou a Medalha da Vitória do Ministério da Defesa à capitão-de-corveta Marcia Andrade Braga, oficial da Marinha do Brasil. Ela é membro da Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) e recebeu o prêmio de Defensora Militar da Igualdade de Gênero da ONU por seus esforços como assessora militar para questões de gênero.
A missão começou em abril de 2014 para proteger civis na República Centro-Africana da violenta guerra civil que assola o país. Ativa na missão desde abril de 2018, Braga ajudou a construir uma rede de assessores treinados para questões relacionadas a gênero nas unidades militares.
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, agradeceu a Marcia “por ser um exemplo para inspirar mulheres que lutam, por encher os brasileiros de orgulho e por confirmar que a presidente das mulheres nas Forças Armadas nos torna
melhores.”
“O prêmio da ONU vai além do reconhecimento de feitos. Ele reflete a confiança de uma mulher que foi exposta a um ambiente hostil, baseada na crença do que ela era capaz.” “É uma conquista importante no caminho para a valorização e a competência militar das mulheres”, argumentou ele.
Ao longo dos 70 anos de existência da ONU, disse o ministro, cerca de 46 mil civis e militares brasileiros vestiram o capacete azul característico das missões de paz em 41 das 71 missões de paz lançadas sob a bandeira da ONU. O Brasil liderou cinco delas, no Egito, Moçambique, Angola, Timor Leste e Haiti.
Hoje, o país lidera a missão militar no Congo e mobilizou 300 pessoas em nove das 14 missões realizadas pelo departamento de operações de paz da ONU, com tropas ou observadores.



