17 de abril de 2026 Um Jornal Bilíngue

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A Jornada das Vacinas no Brasil – The Brasilians

A Jornada das Vacinas no Brasil

Graças a um Programa Nacional de Imunizações altamente eficaz, a maioria dos pais brasileiros pode se sentir confiante de que seus filhos receberão as vacinas salva-vidas de que precisam – quando precisarem delas.

A cobertura de vacinação de rotina no país tem média acima de 95% para a maioria das vacinas no calendário de imunização infantil todos os anos – superando a recomendação da OMS de pelo menos 90% de cobertura.

A maioria das vacinas é produzida por fabricantes locais e fornecida gratuitamente em mais de 36.000 unidades de saúde pública em todo o país. Todos os anos, o país fornece mais de 300 milhões de doses de vacinas. Recentemente, impulsionou os esforços de imunização contra o surto de febre amarela com mais de 27 milhões de doses extras de vacina.

Mas algumas pessoas ainda são difíceis de alcançar. Um dos maiores desafios no Brasil é fornecer suprimentos médicos essenciais e cuidados de saúde a comunidades remotas no coração da selva amazônica, onde há poucas estradas e as equipes médicas precisam viajar horas de barco para alcançá-las.

O Centro Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (CENADI), no Rio de Janeiro, distribui vacinas em todo o país. Além de analisar o controle de estoque, a agência é responsável por monitorar todas as imunizações compradas no exterior pelo Ministério da Saúde. Ela também distribui kits de diagnóstico para sarampo, rubéola e HIV; bem como pesticidas para combater doenças como dengue.

O CENADI tem cerca de 150 funcionários, incluindo técnicos que trabalham no armazenamento, manuseio e embalagem de imunizações. Como muitas vacinas precisam ser mantidas em baixas temperaturas, os funcionários garantem que sejam mantidas em câmaras frias com temperaturas entre 2–8°C e -20°C, e depois embaladas em coolers com gelo seco para distribuição.

Uma vez embalados, os coolers de vacinas são transportados de avião do Rio de Janeiro e depois levados de carro até um porto em Manaus para serem carregados em um navio, e enviados em uma jornada de 30 horas pelo rio ou 2 horas de avião até São Gabriel da Cachoeira, no Estado do Amazonas. Nesse ponto, as vacinas viajaram cerca de 2000 quilômetros.

Quando as vacinas chegam, são armazenadas em geladeiras e depois redistribuídas para vilarejos locais. Lá, enfermeiros locais embarcam em barcos para aldeias indígenas. Cerca de 95% das aldeias indígenas só são acessíveis por rio e o único meio de transporte dos moradores são canoas pequenas.

Ao longo da clínica de imunização, as vacinas são mantidas em coolers e geladeiras, monitoradas quanto às temperaturas corretas durante todo o tempo, e usadas antes de expirarem.

Mesmo com todas as dificuldades logísticas, a população indígena mantém uma das melhores taxas de cobertura de vacinação no Brasil – quase 95% da população está em dia com seu calendário de vacinação.

Fonte: WH

 


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