O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e seu homólogo dos EUA, Joe Biden, lançaram uma parceria para promover o “trabalho decente”. Eles reafirmaram seu compromisso mútuo com os direitos dos trabalhadores ao assinarem um protocolo, em uma iniciativa inédita entre os dois países. A iniciativa visa combater o trabalho precário por meio dos sindicatos.
“Não queremos apenas que uma classe se saia bem, queremos que os pobres tenham a oportunidade de progredir na vida. Os ricos não pagam impostos suficientes. Essa visão é impulsionada por uma força de trabalho forte. Estou orgulhoso de que minha administração tenha sido caracterizada como a mais pró-sindical da história dos EUA”, disse Biden em seu pronunciamento.
As diretrizes da Parceria pelos Direitos dos Trabalhadores incluem a proteção dos direitos laborais, a promoção do trabalho decente em empresas públicas e privadas, o combate à discriminação no ambiente de trabalho, uma abordagem centrada nos trabalhadores na transição para a energia limpa, e o uso da tecnologia e da transição digital em prol do trabalho decente.
Em seu discurso, Lula elogiou o caráter histórico da aliança e falou sobre os desafios atuais para promover o trabalho decente no planeta, após uma década de neoliberalismo, um regime econômico de intensa exploração dos trabalhadores.
“O resultado é que temos 2 bilhões de trabalhadores no setor informal, segundo a Organização Internacional do Trabalho. O fato concreto é que temos 240 milhões de trabalhadores que, apesar de trabalharem, vivem com menos de US$ 1,90 por dia. É inaceitável que mulheres, minorias étnicas e pessoas LGBTQIA+ sejam discriminadas no mercado de trabalho”, declarou.
O líder brasileiro também defendeu o fortalecimento do papel dos sindicatos. “Quem acredita que sindicatos fracos fazem os empresários ganharem mais dinheiro, que o país ficará melhor assim, está enganado. Não há democracia sem sindicatos fortes. Porque os sindicatos são efetivamente os que falam em nome dos trabalhadores e tentam defender seus direitos”, prosseguiu.
Os dois chefes de Estado comprometeram-se a incentivar outras nações a aderirem à parceria e a tentar reverter a situação existente de exploração. “Em todos esses fóruns internacionais, vamos trabalhar para criar as condições para que todos os governos aceitem um protocolo como o que estamos assinando aqui”, disse o presidente Lula.
Eles também planejam estabelecer uma agenda focada na valorização do papel dos trabalhadores em instituições multilaterais como o G20, COP28 e COP30.
Fonte: Agência Brasil



